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08 de março de 2019
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Entrevista

PETER RIEGGER

Atual diretor de pesquisa e tecnologia da MTU (do nome original Motoren- und Turbinen-Union, ou união de motor e turbina), o físico e engenheiro Peter Riegger vem liderando a unidade de engenharia de desenvolvimento e novas tecnologias da fabricante alemã de motores desde janeiro de 2016.

Graduado em física pela Universidade de Stuttgart e em engenharia pela CentraleSupélec de Paris, o executivo também possui PhD em eletrotécnica pela Universidade de Kassel (2002). No campo profissional, ele iniciou a carreira em 1999 na Robert Bosch GmbH, onde atuou por alguns anos no desenvolvimento avançado de produtos, passando depois para a empresa fundada em 1909 e que atualmente é controlada pela Rolls-Royce Holdings.

Nesta entrevista, o especialista discorre especialmente sobre o atual estágio da eletrificação dos motores a diesel. Segundo ele, os motores de combustão interna continuarão a ser necessários no futuro, seja em máquinas agrícolas como de construção e mineração. “A eletrificação oferece um vasto campo de novas possibilidades”, diz ele, que também aborda assuntos atuais candentes como os desafios econômicos e de engenharia para as novas tecnologias, o potencial de desenvolvimento de combustíveis alternativos, a iminente digitalização do setor e outros. “Para explorar tais possibilidades, todavia, temos antes de entender como os clientes usarão essas tecnologias.” Acompanhe.

Para o engenheiro, motor a combustão ainda terá um papel central a desempenhar por muito tempo

  • Os motores elétricos são o futuro – esse é um mantra que ouvimos em todo lugar. Quando o último motor a combustão sairá da linha de produção?

Ainda levará um bom tempo até que isso ocorra. Não tenho dúvidas de que o motor a combustão tem um papel central a desempenhar por um considerável período de tempo. Mas começaremos a ver isso aparecer junto a outras fontes energéticas como parte de uma solução sistêmica. Estamos prontos para prover mais e mais de nossos motores em combinação com componentes elétricos. Com a iniciativa Green & High Tech (algo como alta tecnologia verde, em tradução livre do inglês), já desenvolvemos – e ainda estamos em processo de desenvolvimento – produtos como drives híbridos e microrredes (microgrids). Mas, na maioria dos casos, ainda não há como fugir dos motores de combustão interna. Atualmente e no futuro próximo, a densidade energética das baterias continuará muito baixa para nos permitir pensar em dispensar completamente os motores a combustão em todas as aplicações.