FECHAR
FECHAR
30 de abril de 2010
Voltar
Equipamentos rodoviários

Pequenos mas eficientes

Nem só de usinas de asfalto, de vibroacabadoras e rolos compactadores se compõe uma frota mobilizada em obras de pavimentação, já que uma grande quantidade de equipamentos menores provê o apoio necessário às diversas etapas do serviço


É do conhecimento de todos os profissionais do setor que os equipamentos de pequeno porte conquistaram o mercado brasileiro devido a sua versatilidade na execução de obras que antes só eram realizadas por máquinas maiores. Extremamente flexíveis para trabalhar com uma grande quantidade de implementos, as minicarregadeiras adquirem variadas funções numa mesma obra e, além carregar materiais, podem transportar a betoneira ao local de concretagem, movimentar materiais paletizados, abrir valas, perfurar o solo ou limpar a área com o uso de vassoura, entre outras aplicações.

Com isso, elas proporcionam alta produtividade à empreiteira, com uma taxa de utilização elevada, reduzindo os custos com sua mobilização. Por esse motivo, as minicar regadeiras já registram os maiores índices de crescimento de vendas no setor de equipamentos para construção, com uma expansão de 58% em 2008, quando o mercado contabilizou o ingresso de mais de 1.000 unidades novas em operação no País.

Quando o serviço envolve uma obra de tapa-buraco ou recapeamento viário, então, sua versatilidade permite mobilizá-la em várias etapas do processo construtivo, desde a remoção da capa asfáltica com o uso de uma fresa como implemento, até a limpeza da superfície com vassouras e o acoplamento de rolos para a compactação. “É preciso lembrar que uma obra de recapeamento normalmente não ultrapassa a largura de 7 m e registra um avanço médio de 4 km/dia, o que torna os equipamentos menores totalmente aptos a realizar esse trabalho”, afirma Pedro da Cunha Pedrosa, diretor da Promáquinas, que comercializa equipamentos para obras rodoviárias.

Sinalização horizontal

Como exemplo da eficiência dos equipamentos compactos no apoio a obras desse tipo, ele cita as demarcadoras de asfalto oferecidas por sua empresa. “Essa máquina autopropelida de pequeno porte pinta mais de 6 km/dia de faixas em pista de rodovia, compreendendo a marcação do eixo central em linha simples ou dupla na cor amarela, além das bordas do lado esquerdo e direito e das linhas contínuas de cor branca.”

Pedrosa ressalta que, quando comparadas com os caminhões de pintura de grande porte, essas demarcadoras menores apresentam um custo relativamente baixo, já que dependem basicamente de um operador e de dois ajudantes na parte externa para fazer as pré marcações. “A diferença é que os caminhões grandes têm obviamente uma autonomia até quatro vezes maior, o que os capacita a atuar em obras mais extensas, como a pintura de novas pistas ou projetos maiores de recapeamento”, ele avalia.