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05 de junho de 2018
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Lançamento / Pedindo passagem no mercado

Aposta da Ford no segmento de médios, o novo Cargo 2431 possui motorização Cummins de 306 cv

Apresentado na pista de provas da empresa em Tatuí (SP), o veículo foi testado para comprovar os ganhos de desempenho prometidos em relação ao modelo antecessor, especialmente nas retomadas e ultrapassagens, situações em que o motor – segundo a empresa – enche mais rápido e responde com maior agilidade. Para tanto, o motor recebeu um novo turbocompressor com carcaça e rotor projetados para trabalhar com maior pressão, além de incorporar mudanças no gerenciamento do fluxo de ar, na admissão de ar e na capacidade (vazão) do filtro, agora de 25 m³/min. O modelo também recebeu atualizações em componentes, como ventilador, defletor de ar e intercooler. “O principal resultado dessas mudanças é uma maior eficiência, com mais economia de combustível”, resume Palmério.

Outra vantagem do novo motor, como explica Palmério, está no sistema de tratamento de emissões com Arla (Agente Redutor Liquido de Óxido de Nitrogênio Automotivo), que além de reduzir as emissões de óxido de nitrogênio (NOx) também ajuda a diminuir o consumo de combustível, favorecendo seu desempenho e durabilidade. “Com o Arla, é possível obter uma maior tolerância à variabilidade do combustível e um custo total menor se comparado aos concorrentes com sistema EGR (Exhaust Gas Recirculation)”, comenta o gerente.

Completando os itens de atualização, o Cargo Power 2431 também traz aprimoramentos no cardam, no eixo traseiro e na embreagem, agora reforçados para trabalhar com o torque maior do motor. “Como montadora, não há só o desempenho do veículo a se pensar, mas é preciso ainda garantir a produtividade, a durabilidade e o custo operacional, sem prejudicar nenhum desses fatores”, diz Palmério.

Já disponibilizado comercialmente, o novo caminhão chega ao mercado em duas versões: com transmissão manual de 9 marchas e transmissão automatizada Torqshift de 10 marchas. “O Cargo Power 2431 foi desenvolvido a partir de uma extensa pesquisa com transportadores nas principais rotas do Brasil, sendo resultado de um trabalho de dois anos que consumiu em torno de 400 mil km de testes de desenvolvimento e durabilidade, tanto no Brasil quanto em regiões com altitude na América do Sul, como o deserto do Atacama, no Chile, e Campos do Jordão, em São Paulo”, ressalta Pimentel.