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05 de abril de 2018
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Fabricante

Otimismo com cautela

Projetando um avanço de até 15% no mercado de equipamentos, a Volvo CE se volta para setores em ascensão e reitera que a recuperação do setor da construção será lenta no país
Por Marcelo Januário (Editor)

A Volvo CE iniciou 2018 comemorando bons resultados na América Latina e, de quebra, cheia de novidades para o mercado. Mas sem arroubos de euforia. Afinal, na visão da fabricante sueca, o momento já é bem melhor para a indústria, mas ainda falta muito para ela respirar mais aliviada, principalmente no Brasil.

A análise de ponderação é amparada em números. Com mais de 17 mil unidades comercializadas (confira gráfico na pág. 29), o mercado latino-americano de equipamentos – excetuando-se o Brasil – registrou crescimento de 20% no ano passado em relação a 2016. Como mostram dados da AEM (Association of Equipment Manufacturers), o avanço foi sustentado majoritariamente pela Argentina, cujo mercado praticamente dobrou de tamanho ao crescer 92%, chegando a 21% de participação na região. Outros países apresentaram leve melhora ou permaneceram em estabilidade, como é o caso de Peru (+4%, com share de 6%), México (+3% e share de 10%), Chile (+1% e share de 9%). A maior decepção no ano foi a Colômbia, que retraiu 10% (share de 4%) e destoou dos demais. “No caso argentino, é muito fácil ‘perder o pé’ em termos humanos em um cenário de crescimento tão rápido”, comenta Afrânio Chueire, presidente da Volvo CE Latin America, que deixa o cargo agora em abril e será substituído pelo engenheiro Luiz Marcelo Daniel. “Mas a marca aumentou a participação graças ao bom trabalho feito pela distribuição, que aproveitou um ano de fortes investimentos em infraestrutura, com a Grande Buenos Aires transformada em um canteiro de obras, além das oportunidades na área de óleo e gás.”

O executivo acredita que o mercado argentino vai continuar nesse momento positivo, mas sem manter o mesmo ritmo. “Ainda existem problemas, como a inflação, que ronda os 24%, mas o cenário lá está mais claro agora”, diz ele, também esperançoso em uma reação do Chile, que vive o início de um novo ciclo de investimentos na infraestrutura de mineração. “A eleição do [presidente Sebastián] Piñera dá mais estabilidade ao mercado, cria condições para investimentos para o setor privado e mais segurança.”

Também existem grandes perspectivas para o Peru, país que sofreu com algumas turbulências, inclusive climáticas, mas conseguiu se segurar em termos de desenvolvimento. “A Volvo Peru é líder no segmento de caminhões pesados para mineração e acreditamos que 2018 será um ano muito interessante nesse mercado”, afirma Chueire.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral