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15 de janeiro de 2019
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A Era das Máquinas / Os primeiros equipamentos de pavimentação

Os caminhões usados para montagem desses implementos eram derivados de modelos desenvolvidos para a Primeira Guerra Mundial (sobre rodas ou half-track). Inicialmente, possuíam rodas de borracha maciça, mas a partir do final da década de 20 começaram a ser montados sobre pneus. Nessa mesma época, passaram a ser equipados com freios a ar, proporcionando maior conforto e segurança.

DIVERSIFICAÇÃO

Desenvolvida por Robert Breinin, esta potente vassoura para rodovias foi introduzida na Alemanha em 1931

Todos esses modelos foram usados para receber guindastes, escavadeiras, bate-estacas e compressores, além de conversões para niveladoras, rolos e espargidores de asfalto. Descobriu-se então que uma camada de concreto asfáltico devidamente compactada tinha durabilidade maior que a mesma espessura de brita e uma camada de binder. Assim, nasceu a acabadora de asfalto, cuja função era lançar o concreto asfáltico pré-misturado na via.

Nessa época, foram também utilizados pavimentos em concreto, que aceleraram o desenvolvimento de betoneiras móveis, que misturavam o concreto no local, evitando os problemas decorrentes do transporte. As características desses equipamentos eram as mesmas que já vinham sendo utilizadas, agregando-se caçambas para abastecimento e pás no interior do tambor, melhorando-se os sistemas de descarga.

Posteriormente (a partir de 1920, nos Estados Unidos, e de 1930, na Europa), foram criadas centrais dosadoras maiores, com pesagem automática dos componentes. As formas laterais de madeira deram lugar a formas metálicas com trilhos, ao longo dos quais podiam se deslocar vigas transversais para acabamento. As primeiras soluções foram produzidas pela Blaw-Knox e pela Weitz.

Os primeiros caminhões betoneira também surgiram nessa época. Com capacidade de 0,75 m3, o primeiro foi produzido pela Rex, em 1922. As soluções foram variando ao longo do tempo, com portas de carga e descarga, basculamento do balão e, finalmente, abastecimento e descarga pela extremidade aberta do equipamento.

Ocorreram também aperfeiçoamentos em outros equipamentos, como as vassouras mecânicas, que passaram a ser puxadas por um caminhão ou trator, ao invés de cavalos. Foram criadas ainda algumas unidades autopropelidas menores como, por exemplo, a fabricada por Robert Breining na Alemanha, que era acionada por um motor Deutz de um cilindro.