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15 de janeiro de 2019
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A Era das Máquinas / Os primeiros equipamentos de pavimentação

Contando com uma correia para estocagem de material, o britador sobre caminhão da Bergeaud era usado em construção rodoviária para reciclagem de materiais

A evolução dos equipamentos para aplicação de produtos betuminosos ocorreu a partir de 1920, quando começaram a ser usados sistemas a ar comprimido para a deposição e espalhamento desses materiais. Em sua maioria, os primeiros espargidores de asfalto eram montados sobre caminhões, com a utilização frequente de emulsões a frio. Havia ainda modelos movidos manualmente ou por animais, que desapareceram no final daquela década.

Já um espargidor a quente era composto por reservatório, aquecedor e sistema de espalhamento. A vazão era controlada por um sistema pneumático, para evitar os frequentes entupimentos dos bicos. Barrett, Colphalt e Good Roads foram alguns dos fabricantes norte-americanos que se destacaram na época.

USINAGEM

Algumas máquinas espalhavam os agregados e o betume ao mesmo tempo, enquanto outras eram usadas somente para aquecer o betume ou, ainda, para preparar o material, que era aplicado manualmente. A partir de 1930, foram lançadas usinas de produção de emulsões asfálticas ou a óleo, compreendendo misturador, aquecedor, tanques e dispositivos calibrados de dosagem.

Os agregados eram lançados já misturados com o betume, ou sobre uma camada de material betuminoso para protegê-la e para reduzir o tempo de espera para abertura da via ao tráfego. Além de pás manuais, eram usados carrinhos, alguns com dispositivos de autocarregamento, que trabalhavam em conjunto com um elevador de canecas. A Ransomes lançou um espalhador montado sobre um rolo liso, que combinava o espalhamento e a compactação na mesma máquina.

Outra tecnologia iniciada nessa época foi a mistura do agregado e do asfalto em alta temperatura. Embora as primeiras usinas de asfalto tivessem aparecido em 1910, derivadas das centrais de concreto, o aumento da procura no início da década de 30 levou ao projeto de usinas específicas, normalmente posicionadas próximo às britagens, nas quais o agregado era revestido com material betuminoso e descarregado nos caminhões.

Essas usinas compreendiam um misturador alimentado com agregado seco (para o que foi adicionado um secador, geralmente rotativo, com uma chama na extremidade) e asfalto quente. A alimentação dos agregados era feita através de uma correia transportadora ou por um sistema de canecas (que podia ser vertical). A partir de 1915, surgiram diversos fabricantes que entraram no mercado com sistemas mais evoluídos e sofisticados, como, por exemplo, a Barber-Greene e a Haiss.