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15 de novembro de 2018
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A ERA DAS MÁQUINAS

Os guindastes no pós-guerra

Por Norwil Veloso

Lançado em 1946, o Hydrocrane Taylor possuía dois cilindros e era inicialmente montado sobre veículos militares como o Morris WD, visto nesta imagem

No final da Segunda Guerra Mundial e no período que se seguiu, o mundo passou por extraordinárias transformações políticas, econômicas e sociais que afetaram toda a sociedade por muitas décadas, inclusive em termos tecnológicos. Nos Estados Unidos, as locomotivas a vapor, por exemplo, começaram a ser substituídas. Em 1953, mais de 50% dessas máquinas já eram movidas a diesel.

Introduzido pela Bucyrus-Erie em 1946, o Hydrocrane H-2 tinha lança telescópica de três seções e cilindros para luffing

Já expressiva durante a guerra, a produção em massa de escavadeiras, scrapers e guindastes continuou em ritmo acelerado. Lançada em 1940 pela Lorain, a série Motocrane, por exemplo, consistia de três modelos montados sobre chassis e foram entregues aos milhares às Forças Armadas. O MC-2 tinha capacidade de 7,6 ton, o MC-3, de 9,9 ton e o MC-4, de 13,5 ton. O guindaste MC-4, inclusive, recebeu uma montagem em pórtico para uso em portos. Posteriormente, foram agregados novos projetos, chegando-se a um total de 12 modelos com capacidades de até 58,5 ton e raio de 3 m.

A guerra, porém, reduziu significativamente a mão de obra disponível, o que impactou a disponibilidade de operadores. Foram criados cursos curtos, numa primeira atividade organizada de treinamento (A. C. Burch, um mecânico experiente da Marinha, e L.R. Jenkins, que havia participado do desenvolvimento do Motocrane, foram alguns dos pioneiros no desenvolvimento dessa atividade). Além desses modelos, foram fabricadas mais de 10.000 unidades do TL-20, a máquina com maior produção na época.

 

NOVAS IDEIAS

O proprietário de uma pedreira em Iowa, Vern L. Schield, não estava muito impressionado com os modelos disponíveis. Teve então a ideia de produzir um guindaste pequeno, rápido e versátil sobre pneus, que se movimentasse com facilidade. Como não existia nada parecido, sua máquina – que foi lançada em 1941 – definiu as bases do que viria a ser a Schield Bantam, fundada em 1946.

O primeiro guindaste produzido consistia em um chassi modificado de caminhão National, de 1932, no qual foi montada uma superestrutura produzida pelo próprio Schield, com material disponível na pedreira. Produzido após a criação da empresa, o guindaste Bantam era uma máquina que atendia perfeitamente às premissas iniciais do empreendedor.