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26 de maio de 2018
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Compactos & Ferramenta

Ofertas para o varejo

Com a participação de 700 expositores, a Feicon Batimat 20018 evidenciou a principal estratégia de negócios adotada pelo setor, que começa se recuperar nas vendas

Realizada em São Paulo entre os dias 10 e 13 de abril

, a 24ª edição da feira Feicon Batimat (Salão Internacional da Construção e Arquitetura) marca um momento em que, mesmo com as insistentes oscilações no mercado, a indústria de materiais de construção vem registrando níveis mais positivos de negócios e, por isso, mostra-se mais confiante.

Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário da Construção subiu para 57,2 pontos em janeiro, no maior nível obtido desde fevereiro de 2013 e que pode ser interpretado como um sinal animador para o setor. Outros números mostram isso. De acordo com Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), o varejo de material de construção encerrou o ano com 6% de crescimento sobre 2016, com um faturamento de 114,5 bilhões de reais, como mostram os dados da Pesquisa Tracking mensal da própria Anamaco. “É um setor que vem mostrando crescimento desde o segundo semestre do ano passado”, destacou Conz. “Para 2018, a expectativa é que o setor avance 8,5%.”

Esse cenário promissor, como apontou Rodrigo Navarro, recentemente apontado como novo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), também pôde ser observado no mês de março, no qual o índice de crescimento no faturamento deflacionado no trimestre foi de 2,1%. Mas ainda é preciso ter cautela na análise desses números. “O resultado positivo ainda não significa plena recuperação, uma vez que, tendo como referência o acumulado dos últimos 12 meses, ou seja, de abril de 2017 a março de 2018, o faturamento registra queda de 1,6%”, contrapôs.

Isso mostra uma instabilidade que ainda não foi totalmente superada. Após alguns anos de recessão econômica profunda, muitas obras públicas seguem paralisadas e, muito provavelmente, devem ser retomadas somente após as eleições. Dessa forma, a expectativa do mercado é que as vendas para o varejo continuem como o principal gancho de mercado para o setor.

Foi nesse clima que a Feicon 2018 ganhou os holofotes. Sediada no São Paulo Expo, a edição reuniu 700 expositores, que receberam um público de cerca de 80 mil visitantes para conferir suas novidades em produtos e serviços para o setor de varejo da construção civil. Segundo os organizadores, o evento gerou mais de R$ 27 mil


Realizada em São Paulo entre os dias 10 e 13 de abril, a 24ª edição da feira Feicon Batimat (Salão Internacional da Construção e Arquitetura) marca um momento em que, mesmo com as insistentes oscilações no mercado, a indústria de materiais de construção vem registrando níveis mais positivos de negócios e, por isso, mostra-se mais confiante.

Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário da Construção subiu para 57,2 pontos em janeiro, no maior nível obtido desde fevereiro de 2013 e que pode ser interpretado como um sinal animador para o setor. Outros números mostram isso. De acordo com Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), o varejo de material de construção encerrou o ano com 6% de crescimento sobre 2016, com um faturamento de 114,5 bilhões de reais, como mostram os dados da Pesquisa Tracking mensal da própria Anamaco. “É um setor que vem mostrando crescimento desde o segundo semestre do ano passado”, destacou Conz. “Para 2018, a expectativa é que o setor avance 8,5%.”

Esse cenário promissor, como apontou Rodrigo Navarro, recentemente apontado como novo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), também pôde ser observado no mês de março, no qual o índice de crescimento no faturamento deflacionado no trimestre foi de 2,1%. Mas ainda é preciso ter cautela na análise desses números. “O resultado positivo ainda não significa plena recuperação, uma vez que, tendo como referência o acumulado dos últimos 12 meses, ou seja, de abril de 2017 a março de 2018, o faturamento registra queda de 1,6%”, contrapôs.

Isso mostra uma instabilidade que ainda não foi totalmente superada. Após alguns anos de recessão econômica profunda, muitas obras públicas seguem paralisadas e, muito provavelmente, devem ser retomadas somente após as eleições. Dessa forma, a expectativa do mercado é que as vendas para o varejo continuem como o principal gancho de mercado para o setor.

Foi nesse clima que a Feicon 2018 ganhou os holofotes. Sediada no São Paulo Expo, a edição reuniu 700 expositores, que receberam um público de cerca de 80 mil visitantes para conferir suas novidades em produtos e serviços para o setor de varejo da construção civil. Segundo os organizadores, o evento gerou mais de R$ 27 milhões em negócios, apenas nas rodadas de negócios.

Durante a abertura do evento, o governador de São Paulo, Márcio França, reforçou a importância desse segmento, destacando que a construção civil atualmente representa 10% do faturamento do ICMS estadual, constituindo uma “mola propulsora” tanto para o estado de São Paulo quanto para o país. “Desde 2015, registramos um superávit positivo”, ressaltou. “O estado de São Paulo conta com um crescimento de 0,6% ao mês e, se esse número permanecer, a economia paulista pode fechar 2018 com um crescimento de 7,5% ao ano.”

O governador também comentou a intenção do estado de São Paulo no sentido de criar um programa de treinamento de detentos do regime semiaberto, especialmente para atividades relacionadas à pintura, um segmento importante de geração de mão de obra. Até abril, como citou França, aproximadamente 33 mil pessoas foram treinadas para atividades de melhorias em escolas estaduais e hospitais, o que equivale a 2/3 de todos os detentos do regime semiaberto do estado. “Como as aulas são 80% práticas, o resultado obtido consistiu em cerca de 60 obras realizadas por esses profissionais”, afirmou o governador. “Com esse programa, também conseguimos criar condições para que eles possam ser inseridos no mercado de trabalho.”

Componente da Flex Border Pneu para carrinhos de mão promete absorver impactos e não furar

SUSTENTABILIDADE

Nesta edição, a Feicon trouxe como novidade a “Rota da Sustentabilidade”, um projeto conjunto idealizado pela Reed Exhibitions Alcantara Machado – organizadora da Feicon Batimat – e pela Inovatech Engenharia, com apoio da Fundação Vanzolini, instituição que apoia o desenvolvimento e a disseminação de conhecimentos científicos e tecnológicos no país.

De acordo com Luiz Henrique Ferreira, fundador e CEO da Inovatech, a “Rota da Sustentabilidade” é composta por um circuito de empresas com produtos e soluções avaliados em três categorias, que incluem características de fabricação, eixo da obra e aplicação do produto, buscando obter redução no impacto ambiental. “Devido aos impactos ambientais gerados pelas atividades construtivas, buscamos com esse projeto promover conceitos como consumo consciente, quantificação das emissões de poluentes durante o processo produtivo, eficiência energética e baixa manutenção, dentre outros critérios-chave”, disse.

Dentre as participantes, havia empresas como a Flex Border Pneu, que mostrou um pneu para carrinhos de mão – produzido com material proveniente de resíduos da indústria – que absorve os impactos e não fura. Também o filtro separador de folhas AC-500, da Auxtrat, marcou presença no espaço, mostrando a importância do aproveitamento de água da chuva para fins não potáveis, ajudando a reduzir o consumo de recursos hídricos.

Com 47,87 m², projeto da Casa Modelo é equipado com tecnologias que economizam água e energia elétrica

Ainda com base nesse conceito sustentável, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) exibiu sua “Casa Modelo”, um projeto residencial direcionado para famílias de baixa renda. Basicamente, o projeto consiste de um imóvel de 47,87 m² equipado com tecnologias que economizam água e energia elétrica. “A inovação dessa Casa Modelo inclui a instalação de placa fotovoltaica no telhado, que capta energia solar e a armazena para consumo da própria casa, além de recursos para captação da água da chuva para uso residencial e de cômodos projetados para garantir maior acessibilidade aos moradores com deficiência ou mobilidade reduzida”, detalhou Conz, da Anamaco.

 

 

 

 

NExibida pela Black+Decker, a linha GoPak é composta por quatro diferentes ferramentas

LANÇAMENTOS

Como sempre ocorre na Feicon, as empresas aproveitaram o momento da feira para lançar novos produtos e serviços. Para muitos fabricantes, o foco da exposição foi o acréscimo de tecnologia na operação de seus equipamentos, assim como produtos movidos a bateria e ferramentas multifuncionais das mais variadas matizes.

A Black+Decker, por exemplo, apresentou aos visitantes um sistema denominado GoPak, que consiste em uma linha com quatro ferramentas: parafusadeira/furadeira de 10 mm, lixadeira, lanterna e serro tico-tico. Segundo Cesar Messano, gerente de produto da marca, o kit combinado – que funciona com baterias de 12 V – está em linha com a estratégia adotada pela empresa. “Estamos apostando em ferramentas multifuncionais que permitam realizar diversos tipos de trabalhos por meio de um único sistema”, afirmou.

As ferramentas a bateria já são predominantes em mercados mais maduros como os Estados Unidos e a Europa, onde representam 60% e 50% das vendas, respectivamente, e têm tudo para crescer no Brasil. “Aqui, esse índice chega a 15%”, comparou Pedro Braga, diretor comercial da Einhell Brasil. “Por isso, nosso objetivo é explorar esse mercado, não só entre os profissionais de construção civil, mas também entre os usuários domésticos de ferramentas.”

Com força de impacto de 3,4 J, o martelete SDH264K é indicado para trabalhos em concreto

Nessa linha, a Einhell apresentou ao mercado brasileiro sua nova linha de ferramentas movidas a bateria Power X-Change. “As baterias são intercambiáveis, sendo que a mesma bateria serve tanto para uma furadeira quanto para um cortador de grama”, detalhou. Na mesma toada, a Stanley também realizou lançamentos de produtos a bateria para diversas aplicações, como os dois novos modelos de serra tico-tico: o SJ45 (que possui motor de 450 W e obtém corte máximo de 65 mm) e o SJ60 (com motor de 600 W e 75 mm de corte máximo).

Outro lançamento de relevo, como destacou Joana Kfuri, gerente-sênior de ativação da Stanley, foi o martelete SDS Plus SDH264K, indicado para diversos tipos de trabalhos em concreto. “Equipada com motor de 800 W, essa ferramenta apresenta força de impacto de 3,4 J, considerada a maior de sua categoria, além de um gatilho de dois dedos com botão de bloqueio para uso contínuo e seletor de três modos, que incluem perfuração com impacto, perfuração sem impacto e demolição”, concluiu a executiva.

SELO RECONHECE INOVAÇÃO NO SEGMENTO

Pela segunda vez consecutiva, a edição da Feicon 2018 contou com a presença do “Selo Inovação Varejo”, em uma ação realizada pela Grau 10 Editora para promover soluções que agreguem ao mercado algum tipo de inovação tecnológica, com evidentes melhorias e modernização dos processos.

Inversor para solda elétrica RIV 136 foi um dos equipamentos reconhecidos com o Selo Inovação Varejo

Segundo a diretora de redação da Grau 10 Editora, Beth Bridi, os produtos selecionados neste ano foram expostos nos estandes das respectivas empresas, identificados com o selo da ação. “Com o selo, conseguimos mapear para os visitantes o que há de mais inovador em termos tecnológicos, de design e de aplicabilidade do produto”, afirmou.

Dentre os contemplados, a Bosch foi um dos destaques com a parafusadeira Bosch GO, a trena a laser GLM 120 C e o nível a laser verde GLL 3-80 CG. Segundo Danielle Chiarello, responsável de marketing para as ferramentas elétricas da marca, a primeira possui um sistema “Pressione e Use”, com a função de parafusar ou desparafusar. “Já os demais são lançamentos com conectividade embarcada”, comentou. Na Vonder, um dos equipamentos reconhecidos foi o inversor para solda elétrica RIV 136, que apresenta um display digital para regulagens mais precisas e seleção automática de tensão da rede. De acordo com Elisângela Durães, gerente de marketing do Grupo OVD/Vonder, o equipamento é capaz de reconhecer instantaneamente a tensão, podendo ser ligado tanto em 127 V quanto 220 V. “Essa ferramenta é indicada para trabalhos de solda em montagens e reparos de estruturas metálicas em geral”, afirmou. “Além disso, também permite a soldagem de materiais ferrosos e suas ligas, como aço carbono, aço inox, cobre e latão, dentre outros.”

Saiba mais:

Feicon Batimat: www.feicon.com.br

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