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19 de outubro de 2010
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Transmissão / O que as leva à inteligência

Conceitos à parte, o fato é que essa capacidade de se comunicar com outros componentes ligados ao trem de força confere às transmissões automáticas e automatizadas um amplo leque de utilização em operações fora-de-estrada. “Há um grande espaço para que as transmissões automatizadas se popularizem cada vez mais nos canteiros de obras e frentes de mineração”, confirma Edmar de Paula, gerente de marketing de produto da Case Construction.

Entre as vantagens proporcionadas pela tecnologia, ele cita o conforto, uma vez que o operador não precisa trocar marchas constantemente, e a maior eficiência na operação, “já que o equipamento trabalha como se fosse conduzido por um operador ‘excelente’”. “Além disso, há essa capacidade de interação com os demais componentes da máquina, um conceito que está amadurecendo cada vez mais ao permitir a programação de ações pré-determinadas.” Como exemplo, Edmar cita a possibilidade de travamento da porta da cabine enquanto a carregadeira está se movimentando e de travamento da caçamba quando o motor ultrapassa determinada velocidade.

Salvador Mangano, da ZF, explicar que a comunicação eletrônica entre o motor, a transmissão e outros componentes da máquina acontece por meio de protocolos de comunicação CAN, especificados pela norma SAE1939. “Através dele, é possível otimizar a troca de marchas e programar funções pré-definidas para a operação”, complementa.

Sistema hidrostático
Segundo ele, a empresa produz as transmissões automatizadas da linha AS Tronic, que se destacam pela capacidade de reconhecer as condições de uso do veículo “À medida que o equipamento estiver rodando carregado, elas conseguem determinar que sua partida seja com outra marcha que não a primeira.” Mangano salienta que as transmissões automatizadas são inteligentes no sentido de identificar as melhores situações de operação, em função de variáveis como a topografia do terreno e se o equipamento está se locomovendo com carga, minimizando a interferência do operador.

Na Case, a maioria dos modelos mais recentes já sai de fábrica com transmissões automatizadas do tipo Powershift, nas quais um conversor de torque tem a função de multiplicar o torque e transferi-lo para a transmissão e daí para as rodas, sem a intervenção direta do motorista. “O segredo dessa tecnologia é a modulação na mudança de marchas, que elimina o intervalo de tempo entre as trocas e diminui os trancos na variação de velocidade, reduzindo o consumo de combustível durante a maior parte da operação”, diz Edmar.