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30 de setembro de 2010
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Método não-destrutivo / O impacto da tecnologia nas redes públicas

Para Durazzo, a abertura de valas se tornou inviável nos dias atuais, a ponto de o MND já ser utilizado em pelo menos 60% das obras da Sabesp nas regiões urbanas. A única ressalva do coordenador é que o parque de equipamentos disponível no mercado nacional não atende à demanda para a instalação de tubulações na faixa de 400 mm de diâmetro. “Para se ter uma ideia, a Sabesp necessitaria atualmente de uma frota de 20 novos MTBMs para esse diâmetro, o que depende exclusivamente dos fornecedores, existentes ou novos, buscarem mais equipamentos fora do Brasil”.

Joaquim Hornink Filho, superintendente da Sabesp para a unidade de negócio da Baixada Santista, confirma o avanço da tecnologia não-destrutiva nas obras executadas em sua área de atuação. O programa Onda Limpa, por exemplo, que alcançou a marca de 95% de coleta de esgoto no litoral de São Paulo, deve ao MND a maior parte das tubulações instaladas.

O índice de perdas de água na região é outro destaque da Companhia. “Em 2008, o município de Praia Grande registrava uma perda de 620 a 700 l/dia de água por ramal e, com investimentos de R$ 21,2 milhões na substituição de 120 km de redes, nós reduzimos essas perdas em 30% no prazo de 15 meses”, afirma Hornik Filho. As obras têm conclusão prevista para fevereiro de 2013 e o MND vem sendo utilizado em 40% do serviço de modernização das redes. O especialista ressalta que essa tecnologia avança na medida em que seus custos se igualam aos imputados a uma obra com abertura de valas.

Predomínio do HDD
Responsável pela venda de 30% do gás natural consumido no país, com o fornecimento de 2,3 bilhões de m³ no primeiro semestre deste ano, a Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) também figura entre os principais usuários de MND no Brasil. Para atender à forte demanda do mercado – o consumo de gás natural quadruplicou nos últimos dez anos – a distribuidora investe continuamente na expansão da sua rede, que atualmente soma 6,5 mil km de dutos.

Em sua área de atuação, que abrange as regiões de Campinas, Vale do Paraíba, Baixada Santista e Grande São Paulo, totalizando 67 municípios e mais de 920 mil clientes atendidos, a concessionária registra um crescimento da ordem de 600 km/ano na rede de distribuição. “Desde a privatização da empresa, em 1999, já investimos mais de R$ 3,3 bilhões em ampliação e modernização das linhas de distribuição de gás”, afirma Laércio Piva, superintendente de expansão da Comgás.

De acordo com o executivo, a expectativa é que quase a totalidade das obras de assentamento de novas redes seja realizada por MND, com destaque para o sistema de furo direcional (HDD). “Contratamos esse serviço para a instalação de tubos de polietileno de alta densidade (PEAD), mais usuais na distribuição de gás natural, com diâmetros que variam de 32 a 250 mm, e para implantação de redes troncais de aço carbono, com diâmetros que variam entre 4 e 20 polegadas”, explica Piva.