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28 de abril de 2010
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Manutenção

O cuidado que as rodas merecem

Muitos dos problemas com aros e rodas estão relacionados à sobrecarga ou a negligências com procedimentos simples de manutenção

Muitas vezes, diante de um problema na roda do caminhão ou do equipamento pesado, o gestor da frota opta pela recuperação desse conjunto, composto por aros e discos. Isso é um erro. Em determinadas situações, como em aros com rachaduras ou deformações, assim como a ocorrência de desgaste excessivo no assento dos furos de fixação, esses componentes não devem ser reutilizados. Da mesma forma, os aros danificados ou trincados jamais devem ser soldados, pois as tensões residuais geradas no local da solda provocarão novas rachaduras, que tenderão a aumentar rapidamente durante a operação do equipamento, resultando em vazamento do pneu e alto risco para a operação.

Todavia, há formas de evitar que o conjunto das rodas chegue a tamanho estágio de desgaste, muitas vezes provocado pela corrosão. Uma delas é a renovação da pintura anticorrosiva das rodas toda vez que o pneu for submetido a reparos ou for substituído. Ao se detectar corrosão em estágio avançado, é mais prudente tirar a roda de uso.

Os órgãos normativos, nacionais e internacionais, recomendam o reaperto das rodas em intervalos máximos de 2.000 horas de trabalho, quando a inspeção de corrosão também deve ser realizada. Durante esse processo, é igualmente necessário observar o estado de conservação das porcas e parafusos (prisioneiros). Caso esteja faltando um deles, o profissional deve providenciar um substituto.

Porcas e parafusos nunca devem ser lubrificados, pois o óleo atinge os filetes da rosca, causando perda de torque e comprometendo a fixação do conjunto. Na eventual quebra de parafusos, é recomendável substituir não só o elemento danificado, mas também os seus vizinhos. Se houver mais de dois parafusos quebrados, o ideal é substituir todos. Durante essa prática, verifique o torque de fixação indicado para a roda de cada equipamento, principalmente se forem utilizadas máquinas automáticas para o aperto.

Durante a inspeção programada também é preciso avaliar a deformação nos flanges dos aros e nos discos das rodas. Flanges danificados permitirão a entrada de pedra, areia ou outros corpos estranhos entre eles e o talão, o que pode ocasionar a deterioração prematura do pneu e comprometer a segurança da operação. Ao identificar pequenos danos nos flanges, é recomendável eliminar as bordas cortantes para não se prejudicar os pneus durante a montagem e a operação. Esse cuidado, entretanto, não pode comprometer o perfil original da roda.

Montagem e de


Muitas vezes, diante de um problema na roda do caminhão ou do equipamento pesado, o gestor da frota opta pela recuperação desse conjunto, composto por aros e discos. Isso é um erro. Em determinadas situações, como em aros com rachaduras ou deformações, assim como a ocorrência de desgaste excessivo no assento dos furos de fixação, esses componentes não devem ser reutilizados. Da mesma forma, os aros danificados ou trincados jamais devem ser soldados, pois as tensões residuais geradas no local da solda provocarão novas rachaduras, que tenderão a aumentar rapidamente durante a operação do equipamento, resultando em vazamento do pneu e alto risco para a operação.

Todavia, há formas de evitar que o conjunto das rodas chegue a tamanho estágio de desgaste, muitas vezes provocado pela corrosão. Uma delas é a renovação da pintura anticorrosiva das rodas toda vez que o pneu for submetido a reparos ou for substituído. Ao se detectar corrosão em estágio avançado, é mais prudente tirar a roda de uso.

Os órgãos normativos, nacionais e internacionais, recomendam o reaperto das rodas em intervalos máximos de 2.000 horas de trabalho, quando a inspeção de corrosão também deve ser realizada. Durante esse processo, é igualmente necessário observar o estado de conservação das porcas e parafusos (prisioneiros). Caso esteja faltando um deles, o profissional deve providenciar um substituto.

Porcas e parafusos nunca devem ser lubrificados, pois o óleo atinge os filetes da rosca, causando perda de torque e comprometendo a fixação do conjunto. Na eventual quebra de parafusos, é recomendável substituir não só o elemento danificado, mas também os seus vizinhos. Se houver mais de dois parafusos quebrados, o ideal é substituir todos. Durante essa prática, verifique o torque de fixação indicado para a roda de cada equipamento, principalmente se forem utilizadas máquinas automáticas para o aperto.

Durante a inspeção programada também é preciso avaliar a deformação nos flanges dos aros e nos discos das rodas. Flanges danificados permitirão a entrada de pedra, areia ou outros corpos estranhos entre eles e o talão, o que pode ocasionar a deterioração prematura do pneu e comprometer a segurança da operação. Ao identificar pequenos danos nos flanges, é recomendável eliminar as bordas cortantes para não se prejudicar os pneus durante a montagem e a operação. Esse cuidado, entretanto, não pode comprometer o perfil original da roda.

Montagem e desmontagem

A correta manutenção das rodas ganha maior relevância ao se considerar que os equipamentos fora-de-estrada operam com cargas elevadas e em condições adversas, sujeitos a danos nesses componentes e nos pneus. Vale ressaltar que os pneus figuram como terceiro principal item no custo de operação das máquinas pesadas. Entre os primeiros cuidados com o conjunto roda/pneus, o usuário deve se certificar que ele esteja corretamente dimensionado para o equipamento no qual será montado.

Os profissionais do setor também devem ficar atentos a questões relacionadas à operação dos equipamentos, sempre expostos a ambientes com sujeira. Por isso, antes de iniciar a montagem do pneu na roda, é recomendável uma limpeza minuciosa para a remoção de lubrificantes, poeira, ferrugem e outros contaminantes. Cuidados especiais devem ser reservados à remoção de eventuais resíduos existentes entre o talão e o aro.

Após a limpeza e a constatação de que a roda não tem componentes danificados, a montagem do pneu deve utilizar somente câmara nova. No caso dos pneus sem câmara, o ideal é empregar uma válvula nova, com o uso de extensões de válvula nas situações de difícil acesso – como os pneus internos de conjuntos duplos, por exemplo. Também é necessário verificar o orifício de alojamento da válvula, que deve apresentar cantos arredondados e lisos. A presença de rebarbas ou bordas agudas nesse local pode ocasionar danos à base ou à haste da válvula.

Nas montagens sem câmara, o serviço deve ser precedido por uma lubrificação em toda a região de assento do pneu no aro, com o uso de óleo recomendado pelo fabricante. Essa prática ajuda a evitar a ruptura dos talões durante a montagem. As restrições ao tipo de lubrificante utilizado, por sua vez, têm o objetivo de evitar a aplicação de óleos que contenham derivados de petróleo (hidrocarbonetos), pois eles provocam a degradação da borracha do pneu.