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11 de março de 2010
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Elevadores / O avanço da tecnologia de cremalheira

A fixação é outro ponto que conta a favor da tecnologia criada na Suécia: com gravatas metálicas, o elevador de cremalheira permite uma fixação mais segura do elevador. Já os elevadores a cabo são fixados com cabos de aço.

Por ser “engenheirado”, o elevador de cremalheira também trabalha com velocidade constante. O equipamento a cabo tem velocidades variáveis, pois se inicia com um determinado número de voltas no tambor de enrolamento e termina com várias outras voltas, o que representa mais velocidade. Assim, ela vai aumentando ou diminuindo ao longo do percurso, enquanto o cremalheria tem um engrenamento que lhe confere uma velocidade linear e um dispositivo de frenagem que o condiciona a agir ao notar uma velocidade 20% acima da especificada. Na frenagem do elevador a cabo, a variação das velocidades exige mais supervisão, uma vez que o equipamento normalmente está desregulado, pois as velocidades variam muito. “Outro aspecto é a proximidade dos cabos de freio e das guias do elevador e a consequente lubrificação inadequada dos cabos de freio que pode provocar sua falha”, explica Cantalice.

Frenagem eficiente
De acordo com o especialista da Rack, o sistema de frenagem do elevador de cremalheira é de alta precisão mecânica, da ordem de décimos de milímetro, realmente calibrado e sem folgas. “Há uma carcaça, com um cone macho em seu interior. A distância entre eles é de exatos 1,5 mm, de forma que se permite um monitoramento da velocidade. Se ela é ultrapassada, a sapata se desloca e engasta num dente. Trata-se de um mecanismo de engastamento do cone macho contra a carcaça que, auxiliado por um sistema de mola, freia progressivamente o elevador até pará-lo, desligando o freio motor”, informa.

Ainda na avaliação de Cantalice, os elevadores de cremalheira podem ser classificados como de alto padrão de segurança, em função inicialmente da cremalheira e do pinhão, que são elementos de transmissão mecânica; dos materias aplicados a esses elementos de aços especiais; do sistema preciso de frenagem, e também das menores interferências na fachada. “Em contrapartida, o elevador a cabo de aço exige alta interferência na fachada e apresenta um deficiente sistema de frenagem. Além disso, precisa ter áreas maiores na base, algo que o elevador de cremalheira não necessita”, complementa o engenheiro.

Para o gerente Comercial da Mecan, Renison Canesso Moreira, as velocidades no elevador a cabo podem variar entre 33 m/min até 65 m/min e o sistema de frenagem tende a ser menos rápido na detecção de mudanças de velocidade, acionando bruscamente a parada. O amortecimento gradual, por outro lado, é a característica do sistema de cremalheira, que mantém, em média, uma velocidade de 36 m/min.