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08 de junho de 2019
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A Era das máquinas

O apogeu dos cabos aéreos

Por Norwil Veloso

Os cabos aéreos vêm sendo usados há mais de 2.000 anos para transporte de passageiros e cargas. Os primeiros registros aparecem na China, Índia e Japão, onde se supõe que sejam usados desde 250 a.C. para cruzar pântanos, ravinas, rios e gargantas.

Os cabos (ou, melhor dizendo, cordas) eram lançados com a mão ou com besta, enquanto uma cesta com pessoas e carga era puxada manualmente ou por animais. Muitos séculos depois, os cabos aéreos ainda eram usados na América do Sul para o transporte de ouro, com registros a partir de 1536.


Os cabos (ou, melhor dizendo, cordas) eram lançados com a mão ou com besta, enquanto uma cesta com pessoas e carga era puxada manualmente ou por animais. Muitos séculos depois, os cabos aéreos ainda eram usados na América do Sul para o transporte de ouro, com registros a partir de 1536.

No século XVII, foram introduzidos diversos aperfeiçoamentos, com a criação de sistemas como o implantado em Danzig por Wybe Adam para transporte de material na construção de uma fortaleza, além de sistemas para transporte de suprimentos para mosteiros situados no alto de montanhas.

Mas a instalação dos cabos nas montanhas não era uma tarefa fácil. O mais comum era fornecer bobinas de cabo que pudessem ser instaladas em vagões ou carretas. Onde isso não era possível, o cabo e o maquinário tinham de ser embalados para transporte por mulas (cada mula podia carregar pouco mais de 100 kg), inclusive com o último segmento de cabo emendado, que normalmente era carregado por uma pessoa para evitar que esbarrasse no solo. À medida que eram emendados, os cabos eram colocados sobre os animais em fila e transportados.

APOGEU
Entre 1650 e 1850 não ocorreram grandes avanços devido às limitações de carga dos cabos disponíveis, o que só veio a mudar com a chegada dos cabos de aço no século XIX, levando sua utilização ao apogeu, movidos por motores a vapor ou elétricos. Em locais com grande diferença de altura foi utilizado um sistema de dois carros, um dos quais funcionava como contrapeso para movimentar o outro.