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11 de novembro de 2015
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Retroescavadeiras

O abre-alas dos canteiros

Modelo sofre menos com a crise do que o mercado em geral, mantendo as apostas dos fabricantes na introdução de novas tecnologias e recursos para estes equipamentos

Até meados de 2014, para atender à demanda do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) o governo federal adquiriu 5.071 retroescavadeiras por meio de pregão eletrônico. Com o final dessas compras, a família foi uma das que mais sentiram o impacto negativo na comercialização no ano passado, registrando um recuo de 42,6%  (6.600 unidades contra 11.500 unidades em 2013).

Em 2015, se a situação não melhorou muito, ao menos deixou de piorar. É verdade que a crise político-econômica fez o nicho continuar com desempenho negativo no primeiro semestre do ano, em um cenário que – pelas projeções dos fabricantes – deverá se repetir no próximo ano. De tal modo que os players só esperam alguma melhora para 2017.

Porém, mesmo com todos esses fatores adversos, a família pode fechar o ano com desempenho melhor do que o setor de máquinas de construção como um todo. Se o mercado da Linha Amarela caiu pela metade, as vendas de retroescavadeiras podem ter retraído algo em torno de 33% a 40%, dependendo da base de referência. E há motivos para isso. “A retroescavadeira é, com certeza, o produto mais flexível da Linha Amarela”, opina Celso Santa Catarina, diretor da Randon Veículos. “É o primeiro produto que entra no canteiro e o último a sair, sendo utilizado em obras de pequeno até grande porte. Muitas vezes, é operado pelo próprio proprietário, que usa a máquina para o sustento da família. Por tudo isso, foi um dos equipamentos da Linha Amarela que menos sentiram a crise.”

EVOLUÇÃO

A crise econômica e a consequente queda das vendas não têm impedido a evolução tecnológica das retroescavadeiras produzidas no Brasil. Pelo menos é o que garantem os fabricantes. Segundo Chrystian Garcia, gerente de desenvolvimento de mercados da Sotreq, os avanços tecnológicos dessas máquinas seguem os mesmos padrões dos demais equipamentos de terraplanagem. A indústria disponibiliza desde sistemas de monitoramento de dados via satélite a ferramentas de trabalho e de controle de produtividade.

No caso da Caterpillar, ele diz que todos esses acessórios podem vir instalados de fábrica – como o monitoramento via satélite VisionLink e as ferramentas de trabalho (caçambas especiais, garfos pallet, polegar hidráulico etc.) – ou instalados pelo revendedor autorizado, a Sotreq. “Um exemplo é o sistema de referência Accugrade que, por meio de sensores de po


Até meados de 2014, para atender à demanda do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) o governo federal adquiriu 5.071 retroescavadeiras por meio de pregão eletrônico. Com o final dessas compras, a família foi uma das que mais sentiram o impacto negativo na comercialização no ano passado, registrando um recuo de 42,6%  (6.600 unidades contra 11.500 unidades em 2013).

Em 2015, se a situação não melhorou muito, ao menos deixou de piorar. É verdade que a crise político-econômica fez o nicho continuar com desempenho negativo no primeiro semestre do ano, em um cenário que – pelas projeções dos fabricantes – deverá se repetir no próximo ano. De tal modo que os players só esperam alguma melhora para 2017.

Porém, mesmo com todos esses fatores adversos, a família pode fechar o ano com desempenho melhor do que o setor de máquinas de construção como um todo. Se o mercado da Linha Amarela caiu pela metade, as vendas de retroescavadeiras podem ter retraído algo em torno de 33% a 40%, dependendo da base de referência. E há motivos para isso. “A retroescavadeira é, com certeza, o produto mais flexível da Linha Amarela”, opina Celso Santa Catarina, diretor da Randon Veículos. “É o primeiro produto que entra no canteiro e o último a sair, sendo utilizado em obras de pequeno até grande porte. Muitas vezes, é operado pelo próprio proprietário, que usa a máquina para o sustento da família. Por tudo isso, foi um dos equipamentos da Linha Amarela que menos sentiram a crise.”

EVOLUÇÃO

A crise econômica e a consequente queda das vendas não têm impedido a evolução tecnológica das retroescavadeiras produzidas no Brasil. Pelo menos é o que garantem os fabricantes. Segundo Chrystian Garcia, gerente de desenvolvimento de mercados da Sotreq, os avanços tecnológicos dessas máquinas seguem os mesmos padrões dos demais equipamentos de terraplanagem. A indústria disponibiliza desde sistemas de monitoramento de dados via satélite a ferramentas de trabalho e de controle de produtividade.

No caso da Caterpillar, ele diz que todos esses acessórios podem vir instalados de fábrica – como o monitoramento via satélite VisionLink e as ferramentas de trabalho (caçambas especiais, garfos pallet, polegar hidráulico etc.) – ou instalados pelo revendedor autorizado, a Sotreq. “Um exemplo é o sistema de referência Accugrade que, por meio de sensores de posição, inclinômetros e monitores, fazem com que o operador tenha a referência do projeto dentro da cabine, aumentando a produtividade e precisão nos movimentos”, afirma.

A Case, por sua vez, destaca o lançamento da transmissão Powershift S-Type e do controle de implemento traseiro Pilot Control. Segundo o gerente de marketing Carlos França, a primeira é mais indicada para trabalhos com deslocamento e uso do implemento frontal. E o segundo é mais requisitado em aplicações com maior utilização do implemento traseiro, de escavação. “No mercado brasileiro, a nossa retroescavadeira modelo 580N é a única que traz essas duas tecnologias conjuntamente ou separadas, de acordo com a necessidade”, sublinha. “Como esse tipo de máquina é a mais versátil do segmento, utilizada tanto em construção e infraestrutura como na agricultura e em outros setores, é comum que ela tenha várias aplicações e que a parte traseira e a dianteira sejam igualmente importantes.”

De acordo com França, a transmissão elimina a alavanca convencional de troca de marchas. “A seleção passa a ser feita facilmente, ao girar um botão em uma pequena alavanca na coluna de direção”, explica. “Esta nova transmissão traz ainda a função kick-down, que permite ao operador reduzir de segunda para primeira marcha apenas pressionando um botão.”

Com o Pilot Control, ele assegura que a Case tornou-se o único fabricante a oferecer três opções de controle da retroescavadeira, somando-se às opções de comando duplo e três alavancas com giro nos pedais. “Esse novo opcional torna possível operar a máquina com o mesmo nível de conforto de uma escavadeira hidráulica, por meio de joysticks”, afirma. “Possui ajuste infinito das torres, apoio para os pés e mais espaço para as pernas. Além disso, possibilita alterar o padrão de controle entre os modos retro e escavadeira, apenas pressionando um botão. É indicada para aplicações nas quais predomina o uso do implemento traseiro, como abertura de valas de irrigação e obras de saneamento.”

No caso da John Deere, o líder da divisão de construção e florestal Roberto Marques diz que os modelos 4x4 oferecem eixos com diferencial aberto e a opção com limitador de patinagem, que proporciona “tração superior para uma maior produtividade nas mais variadas aplicações”. Outra característica importante na 310K, segundo ele, é a transmissão PowerShift de série, que possibilita “a troca de marchas sem perda de potência e reduz muito a fadiga dos operadores ao longo do dia”.

Além destas tecnologias, o modelo da John Deere também pode ser adaptado com o recurso WorkSight, um pacote integrado de soluções tecnológicas que abrange informações de utilização e códigos de falha, pré-diagnósticos e interação remota com a retroescavadeira. “A máquina também pode ser equipada com o JDLink, um sistema de monitoramento que fornece amplo espectro de dados, incluindo diagnóstico de problemas, uso da máquina e posicionamento geográfico, podendo ser acessado via site, e-mail, SMS e aplicativos para smartphones e tablets”, diz.

Além disso, Marques reforça que o JDLink interage com a ferramenta Service Advisor Remote, um recurso que permite ao distribuidor conectar-se à retroescavadeira para realização remota de diagnóstico e análise de dados de desempenho, reduzindo o tempo e os custos associados aos reparos dos equipamentos. “Essas tecnologias, muitas exclusivas, são fundamentais para que os nossos clientes tenham menores custos na produção e consigam produzir cada vez mais”, finaliza.