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29 de abril de 2010
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Internacional / Novos players acirram a competição no mercado

Os reflexos dessa estratégia já se fazem sentir no Brasil e os primeiros sinais de internacionalização da indústria chinesa de equipamentos puderam ser observados na M&T Expo 2009. Dos 205 expositores internacionais presentes na feira sem operações no país, nada menos que 126 eram provenientes da China. Além dos grandes fabricantes do setor, como XCMG, Sany, Zoomlion e LiuGong, que já contavam com seus equipamentos operando em terras tupiniquins, o evento registrou a presença de inúmeras novas marcas, bem como de fornecedores de peças e acessórios.

Tradicionais fabricantes de pás carregadeiras, alguns competidores chineses optaram naturalmente pelo foco nesse tipo de equipamento em sua estratégia de “desbravamento” do mercado. Afinal, apenas os dois maiores produtores dessa linha de máquinas do país, a LongGong e LiuGong, totalizam uma capacidade instalada de 60.000 unidades/ ano, o suficiente para atender toda a demanda europeia por dois anos, segundo avaliações do Off-Highway Research.

Estreia da LiuGong e Sany

Essa estratégia foi a adotada pela LiuGong, uma das primeiras a chegar ao Brasil, ainda em 2008. Após consolidar sua presença no segmento de carregadeiras de rodas, a empresa se lança agora na disputa de outros mercados, com lançamentos de escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras, motoniveladoras, rolos compactadores, miniescavadeiras e minicarregadeiras. “Nos primeiros quatro meses deste ano, nosso modelo 835, de 11 t de peso, figurou como líder em vendas no segmento de carregadeiras em São Paulo”, comemora John Martin, diretor da Soma Tratores, distribuidora da marca no estado.

De acordo com Li Yi, diretor da Liu- Gong para a América do Sul, o próximo objetivo é conquistar a liderança também no segmento de retroescavadeiras, que a empresa começa a disputar no Brasil a partir dos lançamentos realizados na M&T Expo 2009. Para isso, ele ressalta a estrutura montada pela fabricante no país para suporte aos distribuidores, que inclui a formação de estoque de peças de reposição e a presença de técnicos chineses para treinamento de pós-vendas.

Mesma estratégia vem sendo adotada pela Sany, que acaba de nomear distribuidores nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e região Centro- Oeste. “Operamos no Brasil há quase dois anos, sendo que os primeiros meses foram dedicados a um estudo do mercado e as negociações começaram efetivamente a partir de agosto de 2008, com o atendimento dos clientes diretamente por parte da fábrica da China”, explica Marco Antonio Campion, gerente de contas da Sany do Brasil.