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30 de abril de 2010
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Manutenção

Motor de partida e alternador nem sempre a culpa é só deles

Apesar de demandar alguns cuidados especiais, esses componentes muitas vezes são culpados sem razão quando há um problema com a partida do motor

Nem sempre uma falha na partida do equipamento significa um problema no motor de arranque. Diferentemente das falhas mecânicas, as panes no sistema elétrico não dão sinais antecipados de que irão ocorrer, mas isso não significa que elas sejam as únicas culpadas nessas situações. Outros componentes ou condições adversas podem impedir a partida do motor e os profissionais de manutenção devem ficar atentos a essas variáveis para não realizar um reparo desnecessário do motor de arranque ou do alternador.

Uma partida eficiente está relacionada à correta alimentação no processo de combustão, o que implica a injeção de combustível e de ar nas proporções exatas para a queima. Filtros saturados e bicos injetores sujos ou entupidos comprometem a alimentação do diesel, assim como um problema de pressão na bomba de combustível impede o bom funcionamento do veículo ou equipamento.

Normalmente, a condição mais rigorosa à qual um motor se submete no momento da partida é quando ela ocorre sob baixas temperaturas, pois nessa situação a mistura ar/ combustível necessita de mais energia para iniciar a combustão. Nesse caso, as velas aquecedoras do diesel tornam-se itens indispensáveis para viabilizar a ignição do motor, mas os problemas com a combustão só ocorrem quando a temperatura está muito abaixo de 0ºC, algo incomum no Brasil.

Uma falha na partida do motor também pode se relacionar com problemas na bateria, mesmo quando ela aparenta estar com a tensão adequada em testes superficiais – em algumas situações, o usuário simplesmente não consegue perceber que sua carga se esgotou. Se o seu fioterra estiver com mau contato, por exemplo, forma-se uma resistência na bateria, que consome sua tensão.

Dessa forma, no momento da partida, quando há um pico pontual na demanda de carga, a bateria acaba falhando e o motor não é acionado. Apesar desse problema resultar de um defeito simples, sua ocorrência é comum em caminhões que operam em condições severas de pista, cujos contatos elétricos ficam expostos a muita vibração, poeira e umidade.

Nova tecnologia

Atualmente, novas tecnologias ajudam a manter o bom funcionamento do sistema elétrico com economia de carga e menor desgaste dos componentes. Uma delas é o regulador multifunção, que chegou para substituir os reguladores de tensão tradicionais, de acionamento eletrônico ou mecânico, este último ainda mais antigo. Além de manter a tensão nominal durante o funcioname


Nem sempre uma falha na partida do equipamento significa um problema no motor de arranque. Diferentemente das falhas mecânicas, as panes no sistema elétrico não dão sinais antecipados de que irão ocorrer, mas isso não significa que elas sejam as únicas culpadas nessas situações. Outros componentes ou condições adversas podem impedir a partida do motor e os profissionais de manutenção devem ficar atentos a essas variáveis para não realizar um reparo desnecessário do motor de arranque ou do alternador.

Uma partida eficiente está relacionada à correta alimentação no processo de combustão, o que implica a injeção de combustível e de ar nas proporções exatas para a queima. Filtros saturados e bicos injetores sujos ou entupidos comprometem a alimentação do diesel, assim como um problema de pressão na bomba de combustível impede o bom funcionamento do veículo ou equipamento.

Normalmente, a condição mais rigorosa à qual um motor se submete no momento da partida é quando ela ocorre sob baixas temperaturas, pois nessa situação a mistura ar/ combustível necessita de mais energia para iniciar a combustão. Nesse caso, as velas aquecedoras do diesel tornam-se itens indispensáveis para viabilizar a ignição do motor, mas os problemas com a combustão só ocorrem quando a temperatura está muito abaixo de 0ºC, algo incomum no Brasil.

Uma falha na partida do motor também pode se relacionar com problemas na bateria, mesmo quando ela aparenta estar com a tensão adequada em testes superficiais – em algumas situações, o usuário simplesmente não consegue perceber que sua carga se esgotou. Se o seu fioterra estiver com mau contato, por exemplo, forma-se uma resistência na bateria, que consome sua tensão.

Dessa forma, no momento da partida, quando há um pico pontual na demanda de carga, a bateria acaba falhando e o motor não é acionado. Apesar desse problema resultar de um defeito simples, sua ocorrência é comum em caminhões que operam em condições severas de pista, cujos contatos elétricos ficam expostos a muita vibração, poeira e umidade.

Nova tecnologia

Atualmente, novas tecnologias ajudam a manter o bom funcionamento do sistema elétrico com economia de carga e menor desgaste dos componentes. Uma delas é o regulador multifunção, que chegou para substituir os reguladores de tensão tradicionais, de acionamento eletrônico ou mecânico, este último ainda mais antigo. Além de manter a tensão nominal durante o funcionamento, esse dispositivo ainda auxilia na boa operação do motor de partida.

Com os reguladores tradicionais, quando se aciona a chave de ignição para a partida do motor, há a transferência de um campo magnético para o rotor do alternador. Isso se reflete numa demanda adicional para o regulador de partida, que exige mais tensão e, consequentemente, acelera o desgaste de todos os componentes elétricos. Em suma, ele fica alimentando o motor de partida durante todo o processo, desperdiçando uma energia desnecessária. Com o novo dispositivo, o regulador entende que esta “demanda a mais” não está no motor de partida e simplesmente não transfere energia desnecessária para ele.

Essa tecnologia também oferece proteção contra picos de carga. Quando o operador liga o ar condicionado da cabine do equipamento, por exemplo, o alternador sofre uma forte demanda de carga. Isso gera um pico de tensão, que pode causar panes no sistema, a queima de alguns componentes ou seu desgaste excessivo. Nos sistemas dotados de reguladores multifunção, quando um dispositivo elétrico é acionado, a tensão se mantém estável num primeiro momento e aumenta gradualmente, evitando a ocorrência de picos. Dessa forma, ele diminui a necessidade de filtros elétricos para a proteção de lâmpadas e demais componentes, com redução no número de peças e no custo de manutenção.

Além disso, o regulador multifunção identifica se o cabo de bateria está mal conectado ou solto e continua recarregando-a por um determinado período, até que um profissional de manutenção possa restabelecer o contato elétrico. Ele também possui um sistema de proteção que preserva o alternador e demais componentes em caso de superaquecimento do motor.