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28 de dezembro de 2015
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Empresa

Mercado em transformação

Com a retração na demanda, Genie adota nova estratégia que privilegia o mercado de secundários, além de reforçar o foco em nichos como a manutenção industrial
Por Marcelo Januário (Editor)

Como os demais setores de equipamentos, após a Copa do Mundo o mercado de plataformas de trabalho aérea (PTA’s) também encontrou um cenário bem mais desafiador. Naquele momento, o setor de infraestrutura desacelerou, o que fez com que os grandes locadores, focados em projetos de envergadura e principais demandantes desta família, sentissem o baque nos negócios.

Além disso, houve a disparada do câmbio, o que dificultou ainda mais o desempenho. “Em números brutos o mercado realmente deu uma boa enxugada”, confirma Raphael Cardoso, diretor da divisão Aerial Work Platform da Terex Latin America, controladora da marca Genie. “E, como as máquinas são todas importadas, o aumento do dólar também tem impactado.”

Isso, claro, refletiu diretamente nos resultados. Até então, o segmento crescia a uma taxa anual de 25% ao ano, colocando o país como um dos hot spots internacionais para este tipo de equipamento, com um parque que chegou a cerca de 30 mil máquinas. Agora, no entanto, a realidade é outra.

Sintomaticamente, o executivo explica que a América Latina sempre correspondeu a 10% do faturamento global da Genie, mas “com a retração essa participação diminuiu para 3%”. E, para 2016, a empresa – que produz plataformas do tipo tesoura, articuladas, telescópicas e super booms, além de manipuladores telescópicos, elevadores de materiais e torres de iluminação – prevê que as dificuldades continuarão. “A importação de novos equipamentos vai continuar baixa, mas um pouco melhor se comparado a 2015”, diz o diretor. “O mercado não vai crescer em número de unidades novas, mas haverá um reaproveitamento da frota existente.”

SECUNDÁRIOS

Com isso em mente, recentemente a empresa adotou uma nova estratégia, que privilegia o mercado de secundários, uma tendência que começou a crescer com mais força a partir de 2008, quando foi lançada a NR-18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção). Além da demanda parada, a opção é justificada pelo fato de que houve uma acentuada redução do pessoal de serviço nos locadores, tornando mais difícil realizar a manutenção pesada. “A estratégia é baseada em vender serviços, incluindo reformas e venda de equipamentos já em posse de locadores”, frisa Cardoso.

Segundo ele, trata-se de uma maturação natural do mercado, algo que é muito comum no exterior. “Aqui, começou a acontecer há dois anos, com empresas como a Mills e a Solaris”, explica. “Mas chegou a hora de o fabricante ter capacidade de girar um maior volume de usadas.”

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral