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05 de abril de 2018
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Intermodal 2018

Logística diversificada

Agora incluindo vertentes como Internet das Coisas e inteligência artificial, evento não deixa de lado as tradicionais soluções para transporte de cargas e armazenagem
Por Melina Fogaça

Com um clima mais otimista e uma nova proposta, a Intermodal South America 2018 – considerada a principal feira de logística da América Latina – foi realizada entre os dias 13 e 15 de março no São Paulo Expo, para onde se mudou a partir desta edição, que recebeu 32 mil visitantes.

Segundo os organizadores, a feira contou com a participação de 400 marcas nacionais e internacionais de 22 países, passando a englobar outros segmentos que compõem a cadeia de logística, com expositores de áreas como distribuição, armazenagem e intralogística, além de abrir espaço para conceitos atuais como IoT (Internet das Coisas), inteligência artificial e novas tecnologias de transporte.

A nova proposta do evento apoia-se em fatos concretos. Com o desenvolvimento da indústria ao longo dos anos, torna-se imprescindível garantir a conexão entre as diferentes formas de transporte. “Acreditamos na importância em se estabelecer esse novo posicionamento”, afirmou Jean-François Quentin, presidente da UBM Brazil, organizadora do evento. “Mas, evidentemente, demos destaque aos expositores tradicionais, o que inclui o segmento de transporte de cargas em todos os seus modais.”

Na abertura do evento, autoridades e especialistas foram unânimes em apontar a necessidade de conectar as diferentes formas de transporte no país

CENÁRIO

Durante a cerimônia de abertura, o senador Wellington Fagundes, presidente da Frente Parlamentar de Logística de Transporte e Armazenagem (Frenlog), afirmou não ter dúvidas que promover a intermodalidade do sistema logístico nacional é o maior desafio que o Brasil tem pela frente no segmento. “Os custos elevados do modal rodoviário faz com que os custos da logística no Brasil sejam muito mais elevados em relação a outros países”, disse.

De fato, de acordo com Sérgio de Assis Lobo, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), “o custo logístico brasileiro é cerca de 50% a 70% maior que outros mercados, se comparado à Europa e Ásia, por exemplo”.

Para suprir esse gargalo, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, discorreu sobre o Plano Nacional de Logística (PNL), que tem como objetivo apresentar um diagnóstico e propor prioridades de investimentos para a melhoria da eficiência da infraestrutura de transportes do país. “O Brasil investe apenas 2% do PIB em infraestrutura, o que é muito pouco se comparado a outros países da América do Sul, por exemplo, que investem 5%”, comparou. “Mas na Ásia, a Índia já está investindo 7% e a China, 13%, o que nos coloca em uma extrema desvantagem.”

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral