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14 de junho de 2019
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Entrevista

LEANDRO NILO DE MOURA

Gerente de marketing da Manitowoc para a América Latina, o executivo Leandro Nilo de Moura tem um longo histórico de atuação na indústria de equipamentos pesados, tendo atuado entre 1996 e 2010 como especialista de marketing no grupo AGCO, fabricante global equipamentos agrícolas, passando posteriormente para a CNH Industrial, conglomerado multimarcas de máquinas, onde foi coordenador de marketing, antes de ingressar na fabricante norte-americana de guindastes, em 2011.

Formado em propaganda e marketing pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), com MBA em agribusiness pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e em marketing e finanças pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Moura também amealhou expertise com programas de planejamento estratégico, treinamento e vendas, especializando-se em projeções econométricas e análise de mercado.

Nesta entrevista exclusiva concedida à Revista M&T nas dependências da nova estrutura da Manitowoc em São Paulo, o gerente discorre sobre assuntos como o reposicionamento global da empresa, o mercado latino-americano de guindastes e as novas tecnologias da indústria, dentre outros. “Hoje, é complicado reunir as pessoas”, ele comenta. “Dependendo da empresa, muitas pessoas em postos-chave saíram e este é um prejuízo difícil de recuperar”. Acompanhe.

  • Como ficou a situação da empresa após fechar a fábrica no Brasil?

A instalação industrial é um ativo que em boa parte ainda pertence à Manitowoc. O detalhe é que em 2017 a empresa fechou duas fábricas nas Américas: uma em Manitowoc (EUA) e outra em Passo Fundo (RS). Assim, ficou tudo concentrado em Shady Grove (EUA), que aumentou de tamanho. Esta unidade fica muito próxima ao porto de Baltimore, atendendo a todas as Américas e outros continentes. E nas demais regiões aconteceram situações similares, como em Portugal, onde havia duas fábricas e ficou uma só. Ainda há fábricas na Itália, na Alemanha e em outros países, que receberam investimentos. Na Índia, por exemplo, houve uma movimentação da fábrica para um local maior, depois houve troca de produtos entre fábricas na Europa. Tudo isso em 2016 e 2017.