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08 de março de 2019
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Mineração / Lavra sustentável

Indústria investe em pesquisa para reduzir o uso da água nos processos de seus clientes

Consonante, Storolli reforça a observação. “Nem sempre a moagem por via úmida consome menos energia que o processo a seco. Isso depende muito das características de cada processo”, adverte. Desse modo, meramente substituir processos úmidos por opções secas, como notam os especialistas, não constitui necessariamente um avanço do ponto de vista ambiental. E a saída, como sempre, é o uso da tecnologia. As plantas de tratamento de minérios mais modernas, diz ele, já recirculam cerca de 90% da água que utilizam – e esse índice vêm melhorando continuamente –, sendo eventualmente interessante para elas tratar os rejeitos de forma a evitar a necessidade de barragens, que demandam grandes áreas, oferecem riscos e desperdiçam grandes volumes de água.

Além disso, já é possível realizar o armazenamento a seco dos rejeitos de minérios, por meio de uma tecnologia que gera uma “pasta” passível de ser armazenada verticalmente. “Relativamente recente, essa tecnologia combina uso de produtos químicos e filtração para produzir a pasta, e já vem sendo utilizada nas novas plantas de mineração, especialmente de ferro e de alumínio”, conta Lima.

Com processos secos, moinhos verticais de rolos avançam na mineração

PROCESSOS

No segmento de moinhos, alguns fabricantes vêm projetando a ampliação da presença das tecnologias de moagem seca nas plantas de mineração, como é o caso da própria FLSmidth, que fornece equipamentos para praticamente todos os processos da mineração, com exceção das etapas de lavra e desmonte.

Isso inclui britadores, moinhos, peneiras, transportadores de correia, células de flotação e hidrociclones, dentre outros. “Na mineração, acredito na implantação paulatina dos moinhos verticais de rolos, atualmente utilizados na indústria do cimento e que requerem processos secos”, afirma Storolli.

Como contraponto, ele ressalta que a mineração trabalha com minérios mais duros e abrasivos que os utilizados por produtores de cimento, o que, portanto, requer moinhos verticais construídos com materiais mais resistentes ao desgaste e às exigências mecânicas. “Estamos testando diversas alternativas, mas acredito que o moinho vertical de rolos tem excelente potencial de utilização na mineração, complementando ou até substituindo os atuais moinhos tubulares, geralmente utilizados em processos via úmida”, diz o executivo.