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28 de abril de 2010
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Obras de dutos / Instalação do Gastau enfrenta o desafio da Serra do Mar

Os side booms são mobilizados no descarregamento dos dutos, que chegam ao campo em unidades de 12 m de comprimento por 28" de diâmetro, e no seu posicionamento ao longo do eixo da vala. Em seguida, eles içam os tubos para seu encaixe, feito por uma acopladeira interna pneumática de fabricação da DMI, formando colunas de até 1,2 km de extensão. Esse processo ilustra a precisão dos assentadores de tubos e a suavidade da sua operação, já que o encaixe ocorre sem produzir choque entre as peças adjacentes.

Em seguida, esses pontos de encaixe, com espaçamento de cerca de 1,6 mm, passam pelo processo de soldagem. As soldas executadas na obra do Gastau são 100% inspecionadas por ultrassonografia. Segundo João Paulo Auad, o primeiro passe é executado por máquinas fabricadas pela Lincoln, que realizam a correção da tensão eletronicamente. “Por meio desse processo, transferimos uma parcela da responsabilidade do soldador para o equipamento, diminuindo os índices de reparo.” Os demais passes de solda são realizados por eletrodo revestido, com o uso de máquinas da fabricante Miller.

Quando a coluna soldada atinge uma extensão de cerca de 1,2 km, os side booms novamente entram em ação para realizar seu lançamento no fundo das valas abertas com o uso de escavadeiras hidráulicas. “Em seguida, soldamos cada coluna na posterior até o fechamento total da linha do gasoduto”, diz Paulo Saldanha. “Uma vez fechado esse processo, iniciamos o teste hidrostático para simular os esforços na tubulação e posteriormente fazemos a proteção catódica para preservar a linha de corrosão eletrolítica”, ele complementa. Essa etapa, entretanto, deverá ser realizada apenas em abril de 2010, quando a obra está prevista para ser concluída.