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08 de março de 2019
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Fabricante

Gestão da disponibilidade

A Scania promove seu novo serviço de gestão de frotas, que promete unir o uso inteligente de big data à tecnologia digital para tornar os fluxos logísticos mais eficientes
Por Marcelo Januário (Editor)

Em fevereiro, a Scania começou a disponibilizar no Brasil e na América Latina sua aguardada Nova Geração de caminhões, que foi totalmente remodelada mediante a um investimento de € 2 bilhões de euros, o maior da história da empresa. Lançada há dois anos na Europa, a nova linha já havia sido divulgada anteriormente pela fabricante no Brasil, mas as novidades vão além do produto, para abranger também os serviços.

Apresentada à imprensa em um evento de pré-lançamento em meados do ano passado (como a

Revista M&T

registrou em sua edição no 227, de setembro), a linha chega ao mercado acompanhada por um novo pacote de manutenção agregado ao conceito de Fleet Care, um serviço de gestão de frotas que pretende remodelar a realidade do atendimento pós-venda oferecido ao transportador brasileiro e latino-americano. “Esse novo serviço traz maior visibilidade dos custos operacionais, eliminando desperdícios e reduzindo o consumo por meio de diagnósticos remotos e manutenções preventivas programadas”, comentou Christopher Podgorski, presidente e CEO da Scania Latin America, durante o lançamento oficial da Nova Geração, realizado em outubro no Guarujá (SP) e que reuniu alguns dos principais mercados da marca no continente. “Isso se traduz em uma vida útil mais longa do veículo, com maior disponibilidade e redução das paradas não planejadas.”

Para tanto, o programa de gestão de frotas Fleet Care promete unir eficiência energética à conectividade, com o uso inteligente de big data e da tecnologia digital para tornar os fluxos logísticos mais eficientes. “Estamos preocupados em como o empresário do transporte opera e faz dinheiro”, disse Celso Mendonça, gerente de desenvolvimento de negócios da Scania. “E não é só o caminhão, mas também seguros, serviços, conectividade e especificação ajustada, ou seja, uma forma de adquirir rentabilidade.”

Segundo ele, o conceito é vender o caminhão mais barato do mercado, não no preço inicial, mas durante sua utilização,


Em fevereiro, a Scania começou a disponibilizar no Brasil e na América Latina sua aguardada Nova Geração de caminhões, que foi totalmente remodelada mediante a um investimento de € 2 bilhões de euros, o maior da história da empresa. Lançada há dois anos na Europa, a nova linha já havia sido divulgada anteriormente pela fabricante no Brasil, mas as novidades vão além do produto, para abranger também os serviços.

Apresentada à imprensa em um evento de pré-lançamento em meados do ano passado (como a Revista M&T registrou em sua edição no 227, de setembro), a linha chega ao mercado acompanhada por um novo pacote de manutenção agregado ao conceito de Fleet Care, um serviço de gestão de frotas que pretende remodelar a realidade do atendimento pós-venda oferecido ao transportador brasileiro e latino-americano. “Esse novo serviço traz maior visibilidade dos custos operacionais, eliminando desperdícios e reduzindo o consumo por meio de diagnósticos remotos e manutenções preventivas programadas”, comentou Christopher Podgorski, presidente e CEO da Scania Latin America, durante o lançamento oficial da Nova Geração, realizado em outubro no Guarujá (SP) e que reuniu alguns dos principais mercados da marca no continente. “Isso se traduz em uma vida útil mais longa do veículo, com maior disponibilidade e redução das paradas não planejadas.”

Na Scania, 40% dos veículos negociados já saem de fábrica com planos de manutenção

Para tanto, o programa de gestão de frotas Fleet Care promete unir eficiência energética à conectividade, com o uso inteligente de big data e da tecnologia digital para tornar os fluxos logísticos mais eficientes. “Estamos preocupados em como o empresário do transporte opera e faz dinheiro”, disse Celso Mendonça, gerente de desenvolvimento de negócios da Scania. “E não é só o caminhão, mas também seguros, serviços, conectividade e especificação ajustada, ou seja, uma forma de adquirir rentabilidade.”

Segundo ele, o conceito é vender o caminhão mais barato do mercado, não no preço inicial, mas durante sua utilização, com 20% a mais de receita puxando frete e 12% de economia no consumo de combustível, por exemplo. “Com o preço atual do diesel, isso é impactante”, pontuou Mendonça.

A nova ferramenta se junta a outros recursos já disponibilizados pela empresa no país na área de serviços, como os Programas de Manutenção (com planos para cada necessidade), o Driver Services (para treinamento e aprimoramento dos motoristas) e o Plano Flexível (com cobrança por quilômetro rodado e que, segundo a empresa, reduz em 16% os custos da manutenção). “Em 2018, tivemos uma grande surpresa, pois as sementes que vínhamos plantando há alguns anos – com o desenvolvimento da conectividade e lançamento dos planos flexíveis – começaram a dar resposta”, afirmou Fabio Souza, diretor de serviços da Scania. “Com isso, fechamos o ano com um crescimento de aproximadamente 40% no portfólio de contratos, em relação ao ano anterior.”

Ferramenta se propõe a resolver o problema da baixa rentabilidade dos transportadores

Segundo ele, também é perceptível uma mudança no comportamento do frotista brasileiro, uma vez que atualmente mais de 40% de todos os veículos novos negociados pela marca já saem de fábrica com planos de manutenção, índice que – segundo o especialista – deve subir para 50% neste ano. “Com isso, estamos quase chegando a patamares europeus, que estão em 65%”, comemorou.

COMPORTAMENTO

A base do conceito é que a produtividade e a disponibilidade dos veículos estão cada vez mais ligadas ao uso inteligente dos dados gerados nas viagens, que são colhidos e disponibilizados pelos sistemas digitais embarcados nos caminhões.

Atualmente, aproximadamente 350 mil veículos da marca já estão conectados no mundo, sendo 35 mil na América Latina e 15 mil no Brasil, ajudando a desenvolver uma cultura de condução mais eficiente. “Mas dados sem utilização não levam a nada”, observou Alex Barucco, gerente de serviços conectados da Scania. “O comportamento agressivo do motorista precisa ser identificado por meio de pontuação e ranking, mostrando quem precisa de mais apoio e treinamento por meio de relatórios de condução individual, com instruções e recomendações.”

Assim, ao recolher dados individuais de desempenho em mais de 50 parâmetros, a chave do novo produto está no comportamento do motorista, o que dá o foco para a ferramenta que se propõe a resolver o problema da baixa rentabilidade dos transportadores. “Se não podemos fazer nada quanto ao frete, podemos intervir no gerenciamento da máquina e do motorista, que entende a forma melhor de conduzir”, reforçou Gustavo Andrade, gerente de portfólio de serviços da fabricante.

E também não basta o gestor conhecer tudo de fluxo logístico. “Ele precisa ser suportado por ferramentas que o auxiliem, em tempo real e on-line, a tomar uma decisão assertiva”, completou Andrade. “Isso influencia diretamente no lucro da operação, de modo que representa uma virada de mentalidade, permitindo uma curva maior de retorno de investimento na máquina.”

Nesse sentido, a ferramenta permite mapear a operação, conhecer com exatidão as atividades de transporte, abastecimento, troca de motorista, carga e descarga e acessos às oficinas, determinando quanto tempo é gasto em cada um desses processos. “A gestão é feita por veículo e por motorista, permitindo avaliar ainda o consumo, peso transportado, uso de freios, troca de marchas e marcha-lenta, motor ligado/desligado, trajetos, inércia, velocidade etc.”, frisou Andrade.

Ou seja, é possível realizar um monitoramento contínuo e constante da saúde da frota para obter o nível de disponibilidade desejado pelo cliente. “Está tudo concentrado em um único lugar, desde ações prioritárias recomendadas até o que tem de ser feito e quanto tempo isso leva”, explicou Andrade. “Também é possível verificar as campanhas globais de manutenção, de modo que o gestor não precisa esperar pela divulgação.”

PASSO À FRENTE

Por meio de um Portal do Gestor, o sistema informa e agenda as paradas programadas, detalha as condições de operação e acompanha o desempenho por veículo e condutor, resultando em um índice de redução de 20% nas paradas, que – segundo a fabricante – também se tornam mais rápidas. “Com o diagnóstico remoto, qualquer tipo de desvio é detectado, incluindo a influência do motorista na disponibilidade”, disse Andrade. “Em um trabalho proativo, o pacote permite mapear o fluxo logístico do cliente, com programação de paradas previstas, monitoramento para evitar paradas imprevistas e acompanhamento da influência do motorista na disponibilidade.”

Tela principal do Portal do Gestor: monitoramento proativo das operações de transporte rodoviário

Esse ponto é central. Segundo o gerente, é possível monitorar diariamente o consumo e o desgaste de componentes, dentre inúmeras variáveis, fornecendo relatórios mensais com a pontuação de cada um dos condutores, de acordo com sua atuação. “Em caso de necessidade, a Scania oferece treinamento junto à concessionária, possibilitando menos quebras por falhas operacionais”, comentou Andrade, destacando ainda que é possível obter uma melhora de 13% na operação somente com treinamento dos condutores.

Outra novidade trazida pelo produto é a disponibilização de um gestor para acompanhar de perto cada cliente na análise das informações. “O gestor de frotas é um passo à frente na manutenção”, assegurou Souza. “Inclui ferramentas ainda mais poderosas, que chamamos de ‘equipment utilization’, com as quais é possível inclusive colocar geocercas. E estamos colocando um profissional para fazer isso. É uma consultoria exclusiva, para melhorar a utilização da frota e o desempenho do motorista.”

Essa também é uma clara tentativa de se antecipar ao mercado. Para o especialista, o transportador do futuro vai delegar essas tarefas para o fabricante, pois não é o seu foco principal fazer a manutenção. “Em breve, o transportador talvez nem tenha mais interesse em investir em estruturas próprias para fazer isso”, previu Souza. “Cada vez mais vamos fazer isso por eles. Afinal, a concorrência é muito forte e eles têm de ser mais eficientes em cada uma das etapas de seu processo logístico.”

RECUPERAÇÃO SE DARÁ PELAS FORÇAS DE MERCADO, DIZ EXECUTIVO

Podgorski: renovação da frota circulante sem anabólicos

Em relação ao ambiente macroeconômico do Brasil, a Scania afirma que, após mais de seis décadas de atuação no continente, já está mais do que acostumada aos altos e baixos e à volatilidade da região. “Durante a crise, a nossa fábrica se manteve em alta produção, mantendo os índices de produtividade e de baixo custo”, disse o presidente da Scania Latin America, Christopher Podgorski. Segundo o executivo, há alguns anos a fabricante exporta cerca de 70% do que produz no Brasil, mas já vislumbra um novo cenário. “Estamos preparados para esse novo momento que, aparentemente, já se desenha na região, principalmente no mercado interno, no sentido de uma recuperação puxada pela renovação da frota circulante, agora não mais calcada em ‘anabólicos’ financeiros e sim nas forças de mercado, da oferta e da procura.”

Nova linha – Apelidada de “Máquina dos Sonhos”, a nova linha de caminhões da Scania foi lançada em um momento importante para a fabricante no país, que voltou a ser o principal mercado da marca em âmbito global, após alguns anos de demanda represada. Para o principal executivo da fabricante na América Latina, a Nova Geração extrapola a dimensão de produto e eleva a régua de qualidade e tecnologia na indústria, em uma jornada em direção a um transporte mais sustentável. “Isso já não é mais uma opção, mas uma necessidade de sobrevivência”, afirmou Podgorski, destacando que a introdução da linha foi bem-sucedida do ponto de vista industrial, inserindo novamente a fábrica brasileira no sistema de produção global. “Queremos liderar essa mudança para um transporte mais sustentável, mas não há uma única solução, não existe uma bala de prata.”

Saiba mais:

Scania: www.scania.com/br