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04 de outubro de 2018
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Mineração / Frotas a postos

Produção da Embu pode ultrapassar 5 milhões de toneladas anuais em períodos de pico

O layout das plantas de britagem também é flexível, podendo produzir somente agregados grossos ou finos, se necessário. “Assim, conseguimos fazer a rebritagem de pedriscos e de todos os agregados em circuito fechado, sem precisar gerar estoque de produtos que a pedreira não tenha a intenção de vender”, explica Bueno. “O britador tem grande capacidade de produção e possibilidade para trabalhar em diferentes turnos, conforme a necessidade.”

FROTA

Por falar em máquina, um problema que começa a se tornar evidente na pedreira é o avanço da idade da frota e, com isso, o estado de depreciação dos equipamentos. De acordo com Bueno, os planos de investimentos em renovação de frota estão atrelados aos indícios de aumento da demanda por agregados no mercado e à retomada de preços. “Hoje, estamos trabalhando sem margem de lucro”, admite. “Quando colocamos na ponta do lápis os custos de operação, depreciação, investimentos ambientais e de área de exploração, os valores praticados são insuficientes para fechar a conta.”

Oficina realiza intervenções corretivas da frota no local

O especialista calcula que nos últimos três anos as mineradoras estejam trabalhando com uma margem de lucro reduzida em aproximadamente 10%, ao passo que os custos operacionais estão visivelmente mais altos. Embora possuam idade entre cinco e oito anos de uso, os equipamentos ainda apresentam um estado médio de desempenho e, sempre que necessário, passam por acompanhamento constante de manutenção em uma oficina centralizada ou com a assistência dos dealers. “A disponibilidade dos equipamentos está cada vez menor, mas a pedreira atualmente não tem necessitado de produção elevada das máquinas devido à baixa demanda de mercado”, diz Bueno.

Nesse tipo de atividade, uma escavadeira com 14 mil horas trabalhadas, por exemplo, geralmente é substituída quando a exigência por produtividade está alta, o que não vem ocorrendo com o ritmo ainda lento do mercado. Caso contrário, a máquina teria muitas paradas para manutenção, troca de peças e outras situações que poderiam comprometer a disponibilidade. Já os caminhões têm maior longevidade. Há unidades na pedreira com aproximadamente 25 mil horas e ainda passando por poucas intervenções. “Fazemos o monitoramento de análises de óleo e checagens, intervindo em qualquer problema, mas não chegamos a trocar nenhum conjunto de tração, motor ou diferencial”, explica o engenheiro.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral