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04 de outubro de 2018
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Mineração

Frotas a postos

Com previsão de vender 1,2 milhões de toneladas de agregados em 2018, a Pedreira Embu ainda tem capacidade instalada de sobra, só falta o mercado interno reaquecer
Por Santelmo Camilo

Neste período para lá de desafiador, trabalhar abaixo da capacidade plena tem sido a estratégia adotada pelas pedreiras da Embu para manter a competitividade. Responsável por seis pedreiras, sendo uma unidade em Vila Velha (ES), uma em Paraibuna (SP) e quatro na Região Metropolitana de São Paulo (nas regiões de Embu das Artes, Mogi, Perus e Viracopos), em períodos de pico as unidades do grupo chegam a produzir juntas cerca de 380 mil toneladas de agregados por mês.

No período entre 2000 e 2014, o setor de agregados no país registrou crescimento de 6,2% ao ano, segundo dados da Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção (Anepac). Em 2015, houve uma queda de cerca de 30%, com um volume estimado em 519 milhões de toneladas, apresentando um recuo de sete anos e regredindo para o mesmo nível de 2008.

Para o período atual, que engloba os anos de 2016 a 2019, os dados mostram retração de 493 milhões de toneladas em 2017, aumento de 3% para 2018 e de 7% para 2019, atingindo 543 milhões de toneladas. Em um comparativo com diferentes países e regiões no mundo, prosseguem os dados da Anepac, o mercado brasileiro de agregados apresenta uma elevada demanda reprimida de agregados, necessários para realizar investimentos em obras de infraestrutura.

Para aferir o atual momento, a Revista M&T visitou a pedreira situada em Embu, que vai fechar o ano de 2018 com 1,2 milhões de toneladas de agregados vendidas. Antes da crise, a média anual girava acima de 2 milhões de toneladas, mas a partir de 2014 ocorreram quedas sequenciais na demanda, derrubada pelos abalos econômicos atravessados pelo país. A produção da unidade atende a diferentes regiões da Grande São Paulo, além de alguns pontos da Baixada Santista.

Segundo Iuri Bueno, engenheiro de minas da Pedreira Embu, trabalhando próximo à capacidade instalada, a produção do grupo pode ultrapassar a casa de 5 milhões de toneladas produzidas em um ano. “Como não há demanda para tanto, atualmente a produção não tem ido além de 4 milhões de toneladas”, conta. “Ou seja, a solução tem sido operar bem abaixo da capacidade.”

Mas não é só a crise que obriga a puxar o freio de mão. As unidades de Viracopos e Paraibuna, diz o especialista, ainda estão em início de atividades e, portanto, não tiveram tempo de atingir a capacidade plena de produção e um melhor ritmo operacional. Um dos principais diferenciais de produção da unidade localizada em Embu das Artes é a boa disponibilidade de frentes de lavra e áreas com decape. Isso facilita alguns aspectos operacionais quando há necessidade de se aumentar a produção repentinamente, geralmente para atender a alguma demanda específica.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral