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05 de dezembro de 2012
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Proconve 7

Financiamentos estimulam a retomada das vendas

Após uma vertiginosa queda de 40% na produção de caminhões no primeiro semestre de 2012, montadoras como Mercedes-Benz, Scania e Volvo avaliam que solução passa por bons programas de financiamento e incentivos industriais

Esta reportagem inicia uma série especial sobre o mercado de caminhões após a entrada em vigor do Proconve 7 (Euro V) em janeiro. Segundo as montadoras ouvidas pela M&T, a introdução da nova tecnologia e a obrigatoriedade de sua adoção elevaram os preços dos caminhões em até 15% e, a partir de então, a sucessão dos fatos tornou-se bem conhecida. Já prevendo o cenário, os frotistas anteciparam a compra de modelos Euro III nos últimos meses de 2011, resultando em uma produção recorde de 216 mil unidades no ano passado, um montante 14% superior ao registrado em 2010 (que foi de 190 mil). Essa atitude de antecipação, entretanto, refletiu no baixo desempenho do mercado em 2012, como mostram os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O cenário para a retomada é um dos mais desafiadores do mercado. Entre janeiro e setembro, foi registrada a produção de apenas 99.410 caminhões, volume 40% abaixo do produzido no mesmo período de 2011, quando foram fabricados 165.542 unidades. Especificamente no mercado de caminhões pesados, a queda apontada pela Anfavea no mesmo período foi semelhante (37%), passando de 51.322 unidades produzidas nos nove primeiros meses de 2011 para 32.362 mil unidades fabricadas de janeiro a setembro de 2012.

Apesar de ainda não haver soluções definitivas para que o mercado retorne aos níveis anteriores de crescimento, montadoras como Mercedes-Benz, Scania e Volvo são consensuais ao avaliarem que parte da solução passa por bons programas de financiamento e incentivos industriais. Segundo os executivos, a prorrogação da quarta etapa do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do BNDES, é o exemplo mais atual e latente. Na medida, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prorrogou o PSI até 31 de dezembro de 2013, além de reduzir as taxas de juros do Finame de 5,5% para 2,5% ao ano na aquisição de caminhões. Além disso, a mesma redução de taxa foi aplicada para o programa ProCaminhoneiro, também do BNDES.

Retomada

Neste ano, essa foi a principal atitude do governo a favor do mercado de caminhões, melhorando instantaneamente as perspectivas de boa parte do setor. “Sabemos que 2012 não vai quebrar recordes como no ano passado, mas avaliamos ainda assim será o terceiro maior ano da história na venda de caminhões, o que evidentemente é um bom resultado”, avalia Bernardo Fedalto, diretor de caminhões da Volvo do Brasil.