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30 de agosto de 2010
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Manutenção

Filtros de ar: cuidados que preservam o motor

Entre todos os sistemas submetidos a filtragens num equipamento de construção, como o circuito hidráulico, a alimentação de combustível e outros, a admissão de ar é certamente a mais crítica no que se refere ao controle de contaminações. Isto se deve aos grandes volumes envolvidos já que, para cada litro de diesel consumido pelo motor, são necessários 8 litros de ar para o efetivo processo de combustão.

Nesse processo, os filtros de ar desempenham um papel fundamental, já que impedem que as partículas em suspensão cheguem ao motor e comprometam sua vida útil. Segundo os especialistas, a presença de impurezas na faixa de 2 µm a 15 µm de tamanho, a uma taxa de admissão de ar constante ao longo do tempo, pode colocar em risco o desempenho do motor, resultando em maior consumo de combustível, em perda de potência e até mesmo em falhas prematuras.

Por esse motivo, manter os filtros de ar em bom estado de conservação figura como uma das primeiras regras na manutenção dos motores a diesel. Economias na aquisição desse item podem representar um risco para o equipamento diante do baixo custo dos filtros de ar. Afinal, para um componente cujo preço de aquisição se situa na faixa de R$ 300, ele figura como um dos grandes responsáveis pela saúde do motor.

Indicador de restrição

Os especialistas recomendam o uso apenas de filtros de primeira linha, já que produtos inferiores podem ser confeccionados com elementos filtrantes de baixa qualidade, dotados de uma trama do papel com menor resistência ou com abertura de malha pouco eficiente na retenção das partículas (veja quadro ao lado). Além disso, produtos de baixa qualidade podem apresentar falhas na junção entre a carcaça e o elemento filtrante, possibilitando a entrada de partículas em suspensão no sistema de admissão de ar.

Para a maior eficiência na retenção das partículas, recomenda-se o acompanhamento do indicador de restrição do sistema de filtragem, que, por meio da diferença de pressão entre os ambientes externo e interno, aponta quando o excesso de sujeira está comprometendo o funcionamento do filtro. Esse indicador, que pode ser do tipo elétrico (com alarme no painel do equipamento) ou mecânico (com uma escala de cores ou em polegadas de coluna d’água), acusa quando o filtro atinge estado de saturação. Nesse caso, ele deve ser substituído imediatamente.

Projetados


Entre todos os sistemas submetidos a filtragens num equipamento de construção, como o circuito hidráulico, a alimentação de combustível e outros, a admissão de ar é certamente a mais crítica no que se refere ao controle de contaminações. Isto se deve aos grandes volumes envolvidos já que, para cada litro de diesel consumido pelo motor, são necessários 8 litros de ar para o efetivo processo de combustão.

Nesse processo, os filtros de ar desempenham um papel fundamental, já que impedem que as partículas em suspensão cheguem ao motor e comprometam sua vida útil. Segundo os especialistas, a presença de impurezas na faixa de 2 µm a 15 µm de tamanho, a uma taxa de admissão de ar constante ao longo do tempo, pode colocar em risco o desempenho do motor, resultando em maior consumo de combustível, em perda de potência e até mesmo em falhas prematuras.

Por esse motivo, manter os filtros de ar em bom estado de conservação figura como uma das primeiras regras na manutenção dos motores a diesel. Economias na aquisição desse item podem representar um risco para o equipamento diante do baixo custo dos filtros de ar. Afinal, para um componente cujo preço de aquisição se situa na faixa de R$ 300, ele figura como um dos grandes responsáveis pela saúde do motor.

Indicador de restrição
Os especialistas recomendam o uso apenas de filtros de primeira linha, já que produtos inferiores podem ser confeccionados com elementos filtrantes de baixa qualidade, dotados de uma trama do papel com menor resistência ou com abertura de malha pouco eficiente na retenção das partículas (veja quadro ao lado). Além disso, produtos de baixa qualidade podem apresentar falhas na junção entre a carcaça e o elemento filtrante, possibilitando a entrada de partículas em suspensão no sistema de admissão de ar.

Para a maior eficiência na retenção das partículas, recomenda-se o acompanhamento do indicador de restrição do sistema de filtragem, que, por meio da diferença de pressão entre os ambientes externo e interno, aponta quando o excesso de sujeira está comprometendo o funcionamento do filtro. Esse indicador, que pode ser do tipo elétrico (com alarme no painel do equipamento) ou mecânico (com uma escala de cores ou em polegadas de coluna d’água), acusa quando o filtro atinge estado de saturação. Nesse caso, ele deve ser substituído imediatamente.

Projetados para funcionar com taxas de admissão especificadas pelos fabricantes de motor, os elementos filtrantes passam a oferecer uma barreira à entrada de ar quando impregnados com um volume de poeira acima do tolerável em seu projeto. A partir desse índice de saturação, a taxa de alimentação do motor diminui devido à dificuldade de passagem do ar, resultando em uma mistura desbalanceada (ar/combustível) na câmara de combustão, o que também representa um problema para o equipamento.

Proibição à limpeza
Os fabricantes de filtros não aprovam sua limpeza com ar comprimido, um procedimento que invalida a garantia do produto. Mas caso essa prática seja adotada, como é comum em muitos canteiros de obras do país, alguns procedimentos devem ser respeitados, como o posicionamento do bico injetor de ar a uma distância adequada e o sopramento sempre em sentido inverso ao fluxo de ar, de dentro para fora do elemento filtrante (veja quadro na página 83).

Vale ressaltar que alguns equipamentos, como determinados modelos de carregadeiras da marca LeTourneau, são dotados de sistemas de autolimpeza do filtro. Nesse caso, as máquinas contam com bicos projetados para a injeção de ar (sempre de dentro para fora) a uma distância e pressão seguras para a integridade do elemento filtrante.

Quando adotada, a limpeza do filtro deve ser realizada apenas no elemento primário e nunca no elemento secundário, que os fabricantes preferem denominar de “elemento de segurança”. Isso porque sua função é a de reter as partículas que, por qualquer problema, tenham passado pelo primeiro estágio de filtragem. Para cada três trocas do elemento primário, recomenda-se a troca do secundário.

Cuidados com o sistema
Todos esses cuidados, entretanto, mostram-se insuficientes se o usuário não ficar atento à manutenção de toda a linha de admissão de ar. Mangueiras furadas, conexões mal encaixadas, vedações de borracha ressecadas e respiros com defeitos podem figurar como prováveis pontos de ingresso de partículas em suspensão no sistema. Vale ressaltar que até mesmo os respiros devem ser dotados de elementos filtrantes.

Expostos a ambientes com muita poeira, os equipamentos podem contar ainda com sistemas de pré-filtragem, também conhecidos como pré-purificadores. Esses dispositivos são dotados de ciclones que realizam a retenção de uma média de 65% das partículas mais pesadas e as direcionam para o escape do motor.

Em casos extremos, como aplicações muito severas, os fabricantes podem desenvolver projetos especiais de filtragem para os equipamentos, com mudanças no elemento filtrante e a captação na parte superior da máquina, de forma a alimentar o motor com ar menos saturado de poeira. Esse procedimento é muito comum em operações de colheita de cana-de-açúcar, nas quais os caminhões e demais equipamentos ficam expostos a muitas partículas em suspensão no ar.