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06 de dezembro de 2019
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Rental

Experiência compartilhada

Diretor da Associação Americana de Rental vem ao Brasil para mostrar como é possível estimular os negócios no segmento de equipamentos para construção
Por Melina Fogaça

O mercado de rental é capaz de fomentar a economia de um país, especialmente em períodos de crise. Esta é a principal mensagem de Ken Hughes, diretor de desenvolvimento de negócios da ARA (American Rental Association), associação norte-americana dedicada aos fornecedores de equipamentos e ferramentas para construção, mas que também atua com eventos em vários outros segmentos.

De saída, o executivo – que esteve no Brasil no final de outubro – destaca a importância das associações setoriais no sentido de incentivar o mercado de rental, assumindo um papel primordial na promoção dos interesses do segmento, inclusive no que tange a treinamentos. “Como associação, precisamos mostrar às empresas a importância do rental, convencendo o mercado de que é preferível e mais vantajoso alugar um equipamento que será usado apenas uma ou duas vezes por mês, ao invés de comprá-lo”, diz Hughes.

No Brasil, isso é crucial. Além de recente, a cultura de rental de diferentes tipos de produtos – em especial equipamentos e ferramentas para o setor da construção – ainda é bastante restrita no país, quando comparada aos Estados Unidos e a alguns países da Europa. Nesse aspecto, o diretor da Escad Rental e vice-presidente da Sobratema, Eurimilson Daniel, estima que haja mais de 15 mil empresas atuantes neste segmento no país, sendo aproximadamente 10 mil na linha leve, 3 mil na Linha Amarela e 1 mil no segmento de geradores, plataformas de trabalho aéreo e guindastes.

Nos EUA, o número de empresas é equivalente, mas as receitas geradas pelo setor são dez vezes maiores que no Brasil, principalmente devido à maior cobertura territorial. “Aqui, diferentemente dos EUA, existe um mercado mais pulverizado, enquanto lá as empresas se expandem mais”, diz ele. “Assim, essa equivalência é fictícia, pois as filiais fazem com que o mercado norte-americano seja muito maior, sobretudo em volume, pois estamos em uma faixa de R$ 5 bi/ano, enquanto lá a receita do setor é de R$ 50 bi/ano.”

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O mercado de rental é capaz de fomentar a economia de um país, especialmente em períodos de crise. Esta é a principal mensagem de Ken Hughes, diretor de desenvolvimento de negócios da ARA (American Rental Association), associação norte-americana dedicada aos fornecedores de equipamentos e ferramentas para construção, mas que também atua com eventos em vários outros segmentos.

De saída, o executivo – que esteve no Brasil no final de outubro – destaca a importância das associações setoriais no sentido de incentivar o mercado de rental, assumindo um papel primordial na promoção dos interesses do segmento, inclusive no que tange a treinamentos. “Como associação, precisamos mostrar às empresas a importância do rental, convencendo o mercado de que é preferível e mais vantajoso alugar um equipamento que será usado apenas uma ou duas vezes por mês, ao invés de comprá-lo”, diz Hughes.

No Brasil, isso é crucial. Além de recente, a cultura de rental de diferentes tipos de produtos – em especial equipamentos e ferramentas para o setor da construção – ainda é bastante restrita no país, quando comparada aos Estados Unidos e a alguns países da Europa. Nesse aspecto, o diretor da Escad Rental e vice-presidente da Sobratema, Eurimilson Daniel, estima que haja mais de 15 mil empresas atuantes neste segmento no país, sendo aproximadamente 10 mil na linha leve, 3 mil na Linha Amarela e 1 mil no segmento de geradores, plataformas de trabalho aéreo e guindastes.

Nos EUA, o número de empresas é equivalente, mas as receitas geradas pelo setor são dez vezes maiores que no Brasil, principalmente devido à maior cobertura territorial. “Aqui, diferentemente dos EUA, existe um mercado mais pulverizado, enquanto lá as empresas se expandem mais”, diz ele. “Assim, essa equivalência é fictícia, pois as filiais fazem com que o mercado norte-americano seja muito maior, sobretudo em volume, pois estamos em uma faixa de R$ 5 bi/ano, enquanto lá a receita do setor é de R$ 50 bi/ano.”

SECUNDÁRIO

Durante sua visita ao Brasil, o diretor da ARA participou de um encontro na sede da Casa do Construtor, considerada a maior rede de aluguel de equipamentos compactos e ferramentas da América Latina. Realizado em Rio Claro (SP), o evento contou com a presença de profissionais do setor, entidades e profissionais interessados em conhecer um pouco mais sobre o mercado de rental na América do Norte, vislumbrando como a experiência norte-americana pode ser inspiradora para o mercado brasileiro.

Hughes: preparação das futuras gerações

Dentre os tópicos abordados, ganhou destaque a dificuldade de se constituir no Brasil um mercado secundário de rental, que consiste na venda de equipamentos no final de seu ciclo de vida útil para renovação da frota. De acordo com Expedito Eloel Arena, fundador da Casa do Construtor, a realidade do mercado secundário brasileiro ainda é muito difícil, pois ao contrário do mercado norte-americano, que financia de 50% a 60% do equipamento, no Brasil é obrigatório financiar 100% do maquinário. “Ou seja, a empresa fica presa ao equipamento até o final de sua vida útil”, ele ressalta. “Mas se não incentivarmos a comercialização da máquina usada, as empresas quebram.”

Nos EUA, como destaca Hughes, as empresas frequentemente realizam leilões para desfazer-se dessas máquinas. Mas, para tanto, é preciso manter a qualidade do equipamento usado, para que seja viável comercializá-lo com um retorno de ao menos 25% do valor de aquisição. “Já estive em companhias de rental em que as máquinas estavam tão depreciadas que não havia como passar para frente”, diz o especialista.

Outro ponto debatido foi a diversidade de produtos disponíveis para rental nos EUA. Segundo Hughes, o rental nos EUA é um fator cultural, pois a população já está habituada a locar todo tipo de produto, desde ferramentas e equipamentos para construção até artigos para festas e equipamentos para limpeza em indústrias, passando por soluções para agricultura. “As maiores empresas de rental americanas contam com diversos itens que, normalmente, são alugados para grandes construtoras”, explica. “Já as locadoras independentes atendem a pequenos comércios, como condomínios, escolas e o público em geral.”

PREPARAÇÃO

Retomando o aspecto de atuação institucional, o especialista destaca ainda que, mesmo sendo consolidada, o rental também sofreu com a recessão que se abateu sobre os EUA após o debacle de 2008. Desde então, diz ele, a atuação da ARA vem se concentrando em treinar os profissionais mais jovens, para que possam assumir as empresas de rental futuramente, dando continuidade ao trabalho. “Nos últimos cinco anos exercemos o papel de recrutar os mais jovens, com treinamentos e oportunidades profissionais”, ele explica. “Contamos com um programa de trainee por meio da Global Rental Aliance (GRA), que consiste em patrocinar os jovens profissionais para que atuem profissionalmente nos países que compõem o grupo.”

A Global Rental Aliance (GRA), a que se refere Hughes, reúne oito associações de locadoras de equipamentos para a indústria da construção, residências e eventos especiais, incluindo a brasileira Analoc (Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas). Compõem ainda o grupo as entidades Canadian Rental Association (CRA), European Rental Association (ERA), Hire Association Europe (HAE), Hire Industry Association of New Zealand (HIANZ), Hire and Rental Industry Association (HRIA), Japan Construction Equipment Rental Association (JCRA) e American Rental Association (ARA).

Entidade reúne locadoras de diferentes segmentos

Fundada em 1955, a ARA conta atualmente com 12 mil associados, principalmente empresas de construção, mas também de ferramentas e eventos, cobrindo companhias de dez regiões dos Estados Unidos e do Canadá. Segundo o diretor de desenvolvimento de negócios da entidade, Ken Hughes, a recessão enfrentada pelos EUA na esteira da crise de 2008 provocou uma queda no segmento de ferramentaria e de construção, enquanto a área de eventos se manteve firme. “De fato, quantitativamente as empresas do setor de construção são as mais representativas em nosso rol de membros, mas a área de eventos mantém-se como a mais importante em termos de receita”, ele posiciona.

Saiba mais:
ARA: www.ararental.org
Escad: https://escad.com.br
GRA: globalrentalalliance.com