FECHAR
31 de dezembro de 1969
Voltar
Contrução portuária

Equipamentos que viabilizam as obras no mar

Das embarcações que transportam rocha para os aterros em alto-mar (split barges) aos bate-estacas instalados sobre flutuantes, a mobilização dos equipamentos usados nesse tipo de obra exige um planejamento apurado para a segurança da operação

Um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, aponta que o Brasil precisaria realizar 265 obras de ampliação e recuperação de áreas portuárias nos próximos cinco anos, totalizando investimentos públicos de R$ 43 bilhões. O valor representa quase cinco vezes mais que os R$ 8,8 bilhões aplicados pelo governo no setor nos últimos 10 anos. Em se confirmando a projeção, isto representaria o maior salto já dado pelo País em direção à melhoria da logística de exportação.

Apenas em 2009, o governo deverá investir R$ 1,5 bilhão em dragagens, para melhorar o acesso a alguns portos (veja matéria na pág. 20), além de aplicar outros R$ 2 bilhões em obras de terminais marítimos. Os valores se referem apenas a projetos sob responsabilidade do poder público, sem considerar os empreendimentos privados. “Somente este ano, concluímos o terminal de gás natural liquefeito (GNL), na Baía da Guanabara (RJ), e avançamos na construção do terminal aquaviário de Barra do Riacho (ES), que envolve a execução de um píer de 200 m de comprimento com dois pontos de atracação”, diz Mario Dantas, diretor da Carioca Christiani-Nielsen, especializada nesse tipo de obra.

Os dois projetos, contratados pela Petrobras, ilustram o impacto dos investimentos em óleo e gás no setor portuário. Dantas destaca que a retomada de obras desse tipo impulsiona a demanda por equipamentos muito específicos, usados apenas em construções offshore. “Nessas obras, utilizamos muitas barcaças para o transporte de equipamentos e materiais, além de mobilizarmos cábreas com até 110 t de capacidade, equipadas com guindastes e martelos para a cravação de estacas de até 50 m de comprimento”, diz ele.

Sobre flutuantes
Segundo o especialista, as operações de guindastes sobre flutuantes (cábreas) exigem cuidados especiais. Além de seguir a tabela de carga dos fabricantes, o usuário deve se certificar que o equipamento esteja fixado à embarcação por meio de cabos de aço, sendo que redundâncias nessas amarrações são bem-vindas. “Não é incomum um desses cabos romper durante a operação e, se o guindaste não estiver bem fixado, poderá tombar em alto mar e comprometer o equilíbrio de toda a barcaça, levando os demais equipamentos a bordo para o fundo do mar.”