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28 de abril de 2010
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Obras de dutos

Equipamentos que otimizam a montagem da linha

Além da logística peculiar, a instalação de linhas de dutos mobiliza equipamentos muito específicos, desde os assentadores de tubos até as curvadoras de tubulações e plataformas anfíbias para a execução da obra em terrenos alagados
Por Camila Waddington

Nos próximos quatros anos, cerca de 200 mil km de linhas de dutos deverão ser construídas em todo o mundo para o transporte de gás natural, de petróleo e seus derivados, entre outros produtos. Muitos desses projetos estão previstos na Europa e Ásia, mas o Brasil também concentra alguns empreendimentos do gênero, por conta dos investimentos da Petrobras.

Além dos projetos para escoar a produção da Bacia de Santos (SP) e do pré-sal, a estatal brasileira mantém os investimentos na expansão de suas redes de gasodutos e oleodutos e acena com a implantação de alcooldutos para as exportações de etanol. Tudo isso sem contar o mineroduto de 525 km – o maior do mundo – previsto pela Anglo Ferrous para o transporte de minério de ferro de Minas Gerais até o porto de Ponta do Açu, no Rio de Janeiro.

Esse volume de projetos impulsiona a demanda por equipamentos para obras de dutos. Os mais utilizados são os assentadores de tubos, também conhecidos como pipelayers ou side booms, mas esse tipo de obra também exige a mobilização de muitas carretas para o transporte das tubulações até as frentes de montagem, de máquinas de solda, curvadoras e outros equipamentos especiais.

Apesar das construtoras brasileiras adotarem a prática de adaptar os side booms a partir de tratores usados, a demanda por produtividade na obra impulsiona o mercado de equipamentos originais. São os assentadores de tubos que já saem de fábrica com lança, contrapeso, material rodante e outros componentes dimensionados para enfrentar as adversidades desse tipo de serviço.

Novo pipelayer

Atenta a essa necessidade, a Volvo Construction Equipment (VCE) acaba de apresentar sua linha de assentadores de tubos aos mercados do Brasil e América Latina. Lançados durante a M&T Expo 2009, eles se diferenciam dos pipelayers convencionais por serem montados sobre chassi de escavadeira hidráulica em vez de tratores de esteiras. “Como operam com giro de 360º, eles são mais produtivos na movimentação dos tubos, tanto nos serviços de pátio como no enfileiramento dos dutos ao lado das valas e no lançamento da coluna soldada”, diz João Zarpelão, gerente de engenharia de vendas da VCE.

Como exemplo, ele explica que, diferentemente dos modelos com lança lateral e chassi de trator, o pipelayer sobre escavadeira consegue descarregar os tubos das carretas e posicioná-los no local de soldagem e assentamento – o chamado desfile dos tubos – sem a necessidade de manobras. Toda a operação é realizada apenas com o giro da máquina. Os assentadores foram lançados pela VCE em modelos de 80 t e 110 t de capacidade de carga, além de outro de 150 t em fase final de desenvolvimento.