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05 de março de 2012
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Usinas de Asfalto

Equipamento modular excede a capacidade nominal

Operando uma usina gravimétrica, fornecedora de asfalto de São Paulo ultrapassa a capacidade nominal do equipamento com redução de até 20% no consumo de energia

Operando com uma usina de asfalto na cidade de São Paulo, com capacidade para processar 160 t/h, a empresa Usicity figura como um caso de excelência no setor. Dedicada à produção de misturas asfálticas como gap-graded, SMA, CPA, BBTM e outras, para fornecimento a órgãos públicos, concessionárias de rodovias, construtoras e prefeituras, a empresa já registrou picos de produção de 190 t/h em sua usina de asfalto. Para Walter de Souza Faria, superintendente da Usicity, esse desempenho acima da capacidade instalada traduz a qualidade do equipamento operado pela empresa, que também é capaz de produzir asfalto com polímero de borracha.

“Alcançamos esse nível de produção, além da capacidade nominal, em trabalhos que envolvem massas convencionais e nos quais aplicamos constância na produção”, ressalta Faria. No atendimento ao pedido de massas especiais, ele destaca que a produtividade cai para 140 ou 150 t/h, devido à exigência do maior tempo de mistura. O executivo também atribui tal desempenho à qualidade da usina de asfalto, fornecida pela alemã Lintec, cujas partes são todas distribuídas em contêineres.

Outro diferencial do equipamento é que o sistema de peneiramento e classificação de materiais fica localizado na parte superior da usina. “Com isso, concentramos tudo em uma única torre, pois o material entra no tubo secador, é aquecido e classificado ali mesmo, seguindo depois por gravidade para as caixas quentes que estão logo abaixo dele.” Por esse motivo, Faria salienta que essa é verdadeiramente uma usina gravimétrica, diferentemente de outros modelos existentes que necessitam de elevador de material a quente (elevador de caneca) para conduzir a mistura após a secagem.

As peneiras embutidas no tubo secador da usina da Usicity seguem a sequência de peneiramento de 0 a 28 mm, dividida em várias fases, e toda a estrutura do secador é isenta de entrada de ar externo. Isso possibilita manter as temperaturas necessárias e ainda reduz a entrada de contaminantes no processo. “Essa tecnologia permite que trabalhemos com um consumo de energia elétrica entre 15% e 20% menor do que o necessário para uma usina gravimétrica convencional”, diz o executivo.

Flexibilidade na produção

A usina da empresa é equipada com dois silos de estocagem de material pronto, sendo um com 50 t de capacidade e outro com 70 t. Neles, segundo o superintendente, é possível trabalhar com massa asfáltica com fator de segregação bastante reduzido para a descarga nos caminhões. Além disso, ela é capaz de usinar até dois tipos de materiais distintos, evitando paradas na produção. “No caso de massas especiais, o equipamento conta com um sistema de autodosagem, acionado pelo painel, que proporciona alta margem de precisão.”