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11 de março de 2010
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Empilhadeiras

Equipadas para a paletização nos canteiros

Empilhadeiras destinadas à construção e mineração têm tração 4x4, pneus especiais e até lança telescópica, características que ampliam seu espaço no mercado brasileiro

Segundo projeções dos especialistas, o mercado brasileiro teria comprado mais de 12,5 mil empilhadeiras em 2008, número que não deve se repetir em 2009. Pelo contrário: os fabricantes entrevistados pela revista M&T indicam que a retração pode oscilar entre 50% e 75% devido à crise econômica. Mas as noticias não são só ruins. Há uma expectativa de recuperação em 2010, sinalizada pela retomada de vários setores, entre os quais estão a indústria geral, a mineração e a construção pesada. Os dois últimos, aliás, são consumidores ainda “tímidos” de empilhadeiras, segundo os próprios fabricantes. Para eles, os canteiros de obras e algumas operações minerais representam um mar de oportunidades para a venda e locação desses equipamentos.

A JCB, que só fabrica modelos para operações off-road, avalia que as empilhadeiras para esse segmento correspondem a menos de 2% do total de equipamentos vendidos anualmente no Brasil. O grande volume de comercialização está concentrado nos modelos utilizados em galpões industriais. “Isso não condiz com a versatilidade das máquinas para operação off-road, que podem vencer rampas de 25 graus de inclinação usando seus motores de até 80 HP na hora de fazer carregamento e descarregamento em diversas situações de trabalho”, explica Nei Hamilton Martins, diretor comercial da JCB do Brasil.

Martins se refere aos modelos Teletruck, uma espécie de telehandler com capacidade de carga de 3,5 toneladas, da JCB. Além de fazer a movimentação vertical da carga paletizada por até 4,3 metros, o equipamento é dotado de uma lança telescópica para alcance de 2 metros na horizontal. “Trata-se de uma máquina que não compete com as empilhadeiras tradicionais, pois apresenta um leque maior de serviços”, avalia. “Há equipamentos desse tipo, por exemplo, trabalhando no Metrô de São Paulo. Eles executam o transporte de materiais dentro dos túneis, carregamento e descarregamento de caminhão, e todo tipo de movimentação que as empilhadeiras convencionais não são capazes de executar”, complementa.

O executivo da JCB lembra que locais como as obras de expansão metroviária apresentam curto espaço para realização dos trabalhos, além de serem realizados em terrenos altamente irregulares, o que aumenta a complexidade de manobras e impede que as empilhadeiras convencionais e os caminhões baú, que transportam insumos para a obra, trabalhem em perfeita sincronia. “Às vezes só dá para ter acesso ao caminhão por um dos lados. Por isso, o Teletruck é tão funcional nessas ocasiões: ele pode ser posicionado lateralmente e a sua lança vai buscar a carga horizontalmente”, diz ele.