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05 de junho de 2018
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Caminhões OTR / Embate de colossos

Com alta durabilidade, OTRs podem ultrapassar as 30 mil horas de trabalho

Gómez, por sua vez, assegura que os caminhões off-the-road da Caterpillar têm batido recordes de longevidade. “Hoje, ainda é possível ver o 769, um modelo lançado em 1962, em vários trabalhos, com mais de 50 mil horas de operação”, diz. A empresa, ele destaca, possui uma ampla linha de produtos, partindo de opções de 40 t para pedreiras de pequeno e médio porte até colossos de 400 t para aplicações massivas em mineração.

No caso dos caminhões rodoviários, muitas vezes também chamados inapropriadamente de fora de estrada, Gómez explica que – embora ofereçam soluções de projeto para serviços pesados, com transmissões e caixas que fornecem um recurso adequado para algumas aplicações – esses veículos não têm a robustez necessária para todos os casos, podendo sofrer danos na suspensão ou na estrutura, dependendo da severidade do serviço. “Além disso, seus ciclos são um pouco mais longos e a durabilidade, em aplicações pesadas, é menor”, afirma. “Em média, sua vida útil é de três a quatro anos, ou cerca de 5 mil horas.”

Competitividade de rodoviários se dá no preço de aquisição e nos custos operacionais menores

ESCOLHA

Não que seja o caso de comparar, mas há situações em que os dois tipos podem ser concorrentes, invertendo a situação. “Na comparação com os OTRs de 70 a 75 t, os rodoviários se mostram muito mais competitivos”, garante Fabrício Vieira de Paula, gerente do segmento off-the-road da Scania Brasil. “Isso devido principalmente ao preço de aquisição – ele custa um quarto do valor do OTR –, mas também à flexibilidade, consumo e gastos de manutenção menores.”

Devido à diferença de tamanho, capacidade de carga, operação e outros itens, a opção entre um caminhão off-the-road e um rodoviário depende diretamente da aplicação, do tipo de trabalho a ser realizado e da distância a ser percorrida. “Para minas fechadas e transporte a longa distância (acima de 5 km) o segundo leva vantagem, enquanto para operações a céu aberto, de curtas distâncias (até 5 km), o primeiro tem supremacia”, contextualiza Dalla Nora, da Randon.

Há ainda outros fatores que devem ser levados em consideração, muitos dos quais associados ao perfil da mina e seu custo operacional. Dalla Nora cita um exemplo. Para diminuir os custos com detonação e furação, os OTRs têm grande vantagem sobre os veículos rodoviários, justamente por contemplar em uma estrutura de projeto reforçada e uma caçamba que permite o transporte de pedras acima de 800 mm de diâmetro. “Com isso, diminui-se o custo de detonação e aumenta-se a agilidade em termos de carga e descarga”, detalha o especialista.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral