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05 de junho de 2018
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Caminhões OTR

Embate de colossos

Talhados para realizar a mesma função de transporte, caminhões rodoviários e OTRs apresentam diferenças cruciais na estrutura, durabilidade e porte, além dos custos
Por Evanildo da Silveira

Posicionados em segmentos distintos da indústria, os caminhões rodoviários pesados e os dumpers off-the-road (OTR, ou fora de estrada) foram projetados para desempenhar a mesma função básica: transportar material de um ponto a outro, de forma a se cumprir um planejamento previamente dimensionado.

Nessa missão, ambas as famílias são utilizadas em uma ampla variedade de aplicações, inlcuindo pedreiras, construção pesada, aplicações industriais e mineração. Fora disso, no entanto, há diferenças sensíveis entre os dois tipos de equipamentos, nem sempre percebidas pelo observador mais leigo. A começar pelo porte, robustez, capacidade e tempo de vida útil de cada um.

Segundo Karine Bergamini Madureira, gerente de planejamento estratégico da Komatsu Brasil, os OTRs são equipamentos destinados a atividades de remoção e movimentação de grande quantidade de material, em condições e ambientes severos, principalmente em operações de mineração, nas quais o emprego dos modelos rodoviários é inviável técnica e financeiramente. “Para essas movimentações em larga escala, os caminhões fora de estrada são superiores, podendo chegar até 400 t por ciclo ante as 40 t dos rodoviários”, dá o tom a especialista.

Veículos OTR dominam as operações mais severas de transporte no segmento de mineração

DIFERENCIAL

Para Miguel Gómez, consultor de equipamentos para transporte de carga da Caterpillar para a América do Sul, outro diferencial dos caminhões OTR é sua robustez. “Em termos gerais, isso implica uma engenharia de eixos, comandos finais, caixas reforçadas, aros especiais e outros itens, que conferem durabilidade, asseguram ciclos de trabalho mais curtos e melhoram a disponibilidade mecânica, tudo para gerar maior lucratividade”, ele explica.

Há ainda a questão da vida útil. Notoriamente, os OTRs duram muito mais. “São veículos com alta durabilidade, podendo ultrapassar 30 mil horas de trabalho”, diz Eduardo Dalla Nora, diretor da unidade de veículos da Randon Implementos. “Não menos importante, os fora de estrada possuem um sistema hidráulico mais ágil, propiciando assim maior produtividade à operação.”

No caso dos caminhões OTRs da Komatsu, Karine Madureira garante que eles podem durar até 12 anos. De acordo com ela, são produtos que possuem um alto nível de tecnologia embarcada, o que possibilita acompanhamento em tempo real dos principais indicadores de manutenção, operação e, até mesmo, das condições do local do serviço, provendo informações necessárias para garantir um trabalho seguro e monitorar a “saúde” do equipamento.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral