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05 de junho de 2018
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Manipuladores / Em busca do espaço perdido

Mineração e agronegócio são mercados promissores para essa família de máquinas

SEGMENTAÇÃO

Fabricantes de manipuladores sem produção local enfrentam mais dificuldades na disputa por esse mercado ainda incipiente. É o caso da Haulotte, que não conseguiu renovar para seus manipuladores – todos importados – o benefício fiscal do Ex-tarifário, regime que concede reduções de tributos a bens de capital provenientes de outros países e sem similares nacionais. “Ficou mais difícil competir com quem fabrica aqui, sendo que nossa última importação aconteceu há mais de um ano”, admite Marcelo Racca, executivo de vendas da empresa.

A Haulotte, todavia, segue aprimorando seu portfólio global no segmento. No início do ano passado, a marca lançou uma linha qualificada como “heavy load”, com máquinas com altura de 10 m e capacidade de carga variando entre 5,2 mil kg e 7,2 mil kg. “Normalmente, máquinas com altura de 10 m têm capacidade de carga de até 4 mil kg, mas com itens como patola e contrapeso maior conseguimos ampliar esse limite de carga”, ressalta Racca, que cita a mineração e o agronegócio como mercados potencialmente mais interessantes para essa linha.

Fabricantes com linha de produção local têm vantagens na competição pelo mercado brasileiro

Mais direcionada à construção, a New Holland também não deixa de trabalhar o mercado nacional para seus equipamentos. Atualmente, a empresa traz para o Brasil os modelos LM1445 e LM1745, cujas lanças são acionadas por sistema hidráulico com cilindros, ao invés de correntes, mais comuns nos manipuladores. “Esse sistema hidráulico proporciona maior precisão no acionamento, maior rapidez, menor necessidade de manutenção e mais segurança”, compara Rafael Ricciardi, especialista de marketing de produto da New Holland Construction. “Além disso, enquanto a maioria dos telehandlers opera com cálculos feitos por meio de tabelas e calculadoras, esses dois modelos têm células de carga instaladas no eixo traseiro, que monitoram sua torção, transformando os dados em informações gráficas e sonoras. Isso garante maior segurança à operação”, acrescenta.

Os modelos disponibilizados no Brasil pela New Holland, garante Ricciardi, também têm cabines bastante elaboradas e ergonômicas – com toda a superfície interna revestida em ABS, por exemplo –, além de direção por joystick e alavancas únicas para comando da transmissão e do conjunto de lança e acessórios. “O comando da lança possui acionamento eletro-hidráulico dotado de um interruptor para comandar de forma proporcional o fluxo hidráulico e, assim, permitir maior precisão na movimentação da lança”, diz ele.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral