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16 de julho de 2018
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Fabricante

Disputa pela liderança

Sem abrir mão de seu DNA na construção, a Komatsu quer avançar em outros segmentos com a aquisição de empresas e a aposta em novas tendências tecnológicas

Para a Komatsu, chegou a hora de avançar mais rápido em outros setores fora da construção. Para tanto, a empresa não poupa esforços em expandir o portfólio e tornar-se mais competitiva em segmentos como o florestal, sem abrir não da mineração. Nesse sentido, uma das cartadas recentes foi a aquisição da Joy Global, realizada em abril de 2017 e que expande o portfólio de soluções e serviços da marca para mineração. “A integração da Joy Global às operações da Komatsu Mining será prioridade em 2018”, diz Susumu Ueno, presidente da filial no Brasil.

Segundo ele, uma das ações estratégicas viabilizadas pelo acordo é a reintrodução no país de uma das mais prestigiadas linhas de rompedores hidráulicos do mercado, representada pela renomada marca Montabert, que pertence à Joy Global e, agora, passa a integrar o catálogo de produtos do grupo japonês. “Também daremos sequência aos investimentos em nossos centros de treinamento, garantindo que não apenas os serviços, mas também nossos profissionais atendam aos clientes de mineração com a máxima eficiência e segurança”, afirma.

Na parte florestal, há mais novidades. O executivo reforça que a divisão deve ampliar a oferta de soluções para aplicações em que ainda não atua de forma efetiva, como silvicultura e colheita no sistema “long tree”. Para tanto, no inicio deste ano a empresa assinou um acordo para adquirir as empresas Prenbec Equipment, Quadco e Southstar, todas com sede em Quebec, no Canadá. “Ao adicionar os cabeçotes feller de disco da Quadco e os cabeçotes harvester de grande porte da Southstar às linhas de cabeçotes Komatsu e LogMax, teremos condições de disputar a liderança mundial dessa indústria”, diz Ueno. “São produtos que aumentarão nossa área de atuação na América do Sul de forma geral.”

Como desdobramento desta estratégia, a Komatsu Forest lançou recentemente a linha de harvesters de pneus 8WD e um trator de esteiras baseado no modelo D85, preparado para operar no preparo de solos para plantios florestais. Também com base em um trator de esteiras, no caso, o D61EX23-M0, a empresa introduziu a versão Landfill, especialmente desenvolvida para atender às exigências do mercado de manejo sanitário.

Segundo o executivo, os equipamentos da Komatsu Forest trazem para o Brasil o sistema ICT embarcado, que permite que as informações dos equipamentos e de operação sejam transmitidas via saté


Para a Komatsu, chegou a hora de avançar mais rápido em outros setores fora da construção. Para tanto, a empresa não poupa esforços em expandir o portfólio e tornar-se mais competitiva em segmentos como o florestal, sem abrir não da mineração. Nesse sentido, uma das cartadas recentes foi a aquisição da Joy Global, realizada em abril de 2017 e que expande o portfólio de soluções e serviços da marca para mineração. “A integração da Joy Global às operações da Komatsu Mining será prioridade em 2018”, diz Susumu Ueno, presidente da filial no Brasil.

Segundo ele, uma das ações estratégicas viabilizadas pelo acordo é a reintrodução no país de uma das mais prestigiadas linhas de rompedores hidráulicos do mercado, representada pela renomada marca Montabert, que pertence à Joy Global e, agora, passa a integrar o catálogo de produtos do grupo japonês. “Também daremos sequência aos investimentos em nossos centros de treinamento, garantindo que não apenas os serviços, mas também nossos profissionais atendam aos clientes de mineração com a máxima eficiência e segurança”, afirma.

Na parte florestal, há mais novidades. O executivo reforça que a divisão deve ampliar a oferta de soluções para aplicações em que ainda não atua de forma efetiva, como silvicultura e colheita no sistema “long tree”. Para tanto, no inicio deste ano a empresa assinou um acordo para adquirir as empresas Prenbec Equipment, Quadco e Southstar, todas com sede em Quebec, no Canadá. “Ao adicionar os cabeçotes feller de disco da Quadco e os cabeçotes harvester de grande porte da Southstar às linhas de cabeçotes Komatsu e LogMax, teremos condições de disputar a liderança mundial dessa indústria”, diz Ueno. “São produtos que aumentarão nossa área de atuação na América do Sul de forma geral.”

Como desdobramento desta estratégia, a Komatsu Forest lançou recentemente a linha de harvesters de pneus 8WD e um trator de esteiras baseado no modelo D85, preparado para operar no preparo de solos para plantios florestais. Também com base em um trator de esteiras, no caso, o D61EX23-M0, a empresa introduziu a versão Landfill, especialmente desenvolvida para atender às exigências do mercado de manejo sanitário.

Segundo o executivo, os equipamentos da Komatsu Forest trazem para o Brasil o sistema ICT embarcado, que permite que as informações dos equipamentos e de operação sejam transmitidas via satélite, via GPRS e 4G. “Essa tecnologia também está disponível para nossa linha de equipamentos de construção em nível global”, comenta.

Recém-adquirida, a marca Southstar incorpora ao portfólio da Komatsu soluções como o cabeçote FD750

Ainda em relação a sistemas de telemetria, o sistema de gerenciamento de frota Komtrax está comemorando dez anos de utilização no Brasil. Na busca por maior praticidade, a empresa reformulou o site do produto e incluiu melhorias, com destaque para novos mapas e recursos para acompanhamento das máquinas no local de trabalho. “Durante todo este período, o serviço foi oferecido gratuitamente aos clientes de equipamentos de construção, e seguiremos com esta estratégia”, conta Ueno.

DESEMPENHO

A estratégia adotada pela fabricante acompanha o desempenho desses segmentos. Segundo Ueno, o setor de mineração vem se recuperando de forma tímida, sendo que em termos de volume ainda não voltou ao nível registrado há alguns anos. “Com a estabilização do preço do minério de ferro nos níveis atuais (70 dólares por tonelada), acreditamos em um ano mais promissor, já como um início de recuperação no setor”, afirma. À espera, a empresa não antecipa lançamentos neste setor.

O segmento de construção, por sua vez, apresenta sinais mais robustos de recuperação. Pela primeira vez nos últimos anos, acentua o executivo, o consumo de equipamentos vem se mantendo positivo em relação ao mesmo período do ano anterior, o que já ocorre por cinco meses consecutivos, puxado principalmente pelo agribusiness e indústrias adjacentes. “Neste ano, esperamos um crescimento da ordem de 12%, se comparado ao mercado de 2017”, diz ele.

Nessa linha, a fabricante promete fortalecer sua rede de distribuição, apostando cada vez mais no uso da tecnologia embarcada para manter um suporte ao produto mais proativo e rentável. “Assim como ocorre na mineração, pretendemos continuar desenvolvendo competências em toda a nossa rede de relacionamento para equipamentos de construção, desde distribuidores até o cliente final”, diz o executivo.

Já no setor florestal, que no momento recebe grande atenção da empresa, o comércio exterior tem ajudado bastante. Em 2017, a Komatsu fechou o ano com um volume de exportações duas vezes maior que o exercício anterior. “Por vocação, o setor florestal é um grande exportador e, por isso, foi o que menos sofreu em demanda nos últimos anos”, justifica o executivo. “Inclusive, o Brasil vem crescendo no ranking mundial em produção e exportação de celulose, por exemplo.”

Com tecnologia híbrida, a carregadeira LHD chega em duas versões para mineração subterrânea

EMPRESA SE EMPENHA EM ANTECIPAR TENDÊNCIAS

Pioneira na tecnologia dos caminhões autônomos, desde 2008 a Komatsu disponibiliza comercialmente o sistema de transporte AHS (Autonomous Haulage System). Segundo o presidente da Komatsu Brasil International, Susumu Ueno, atualmente já são mais de 100 caminhões autônomos da marca operando em regiões como Austrália, América do Norte e América do Sul, com a movimentação de mais de 1 bilhão de toneladas de material. “Trata-se de uma tendência mundial, de usar a tecnologia em benefício não apenas da produção, mas também de operações mais seguras, nas quais um pequeno erro pode causar acidentes graves”, explica Ueno. “Na mineração, os sistemas autônomos também ajudam na busca por produtividade, reduzindo custos e gerando o menor impacto ambiental, com minas totalmente automatizadas.”

Do mesmo modo, a marca mantém o foco na tecnologia de máquinas híbridas, área em que também aparece como uma das pioneiras. Após lançar a primeira escavadeira híbrida comercialmente viável (2008), recentemente a marca introduziu a pá carregadeira híbrida 18HD de baixo perfil, equipada com tecnologia SR Hybrid Drive e voltada para mineração subterrânea. “Essa tecnologia de módulo diesel-elétrico permite uma considerável redução nas emissões de gases”, comenta o executivo.

Mais recentemente, a Komatsu também passou a investir no desenvolvimento de tecnologias para melhorar a eficiência da gestão das obras. Nesse sentido, a empresa pretende lançar em breve no Brasil o sistema Smart Construction, que permite o planejamento e monitoramento de todas as etapas da obra. “Com esse sistema é possível realizar desde o levantamento das características da obra via tecnologia (drone/escâner), dimensionando a operação com máquinas inteligentes e interconectadas, até a transmissão das ações em campo para a execução das operações conforme projeto, acompanhando da obra em tempo real e remotamente”, conclui Ueno.

Saiba mais:

Komatsu Brasil: www.komatsu.com.br