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16 de dezembro de 2016
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Manutenção

Cuidando da interface entre a roda e o chassi

Ao longo de sua vida útil, o sistema de eixos pode sofrer desgastes e quebras, decorrentes principalmente de sobrecarga estrutural ou fadiga dos componentes

Na definição mais usual, os eixos são sistemas que transmitem a força gerada pelo motor às rodas, sendo responsáveis, por isso, pela movimentação de qualquer tipo de veículo automotor, desde automóveis de passeio até caminhões de grande porte e máquinas pesadas da chamada Linha Amarela, como retroescavadeiras, pás carregadeiras, escavadeiras de rodas, rolos compactadores e telehandlers (manipuladores telescópicos), por exemplo. Como qualquer equipamento, peça ou componente, sua eficiência e vida útil depende prioritariamente de sua correta operação – evitando sobrecargas –, de manutenção preventiva nos períodos indicados pelos fabricantes e, ainda, de corretivas quando necessário. Do mesmo modo, também é fundamental contar com um operador bem treinado, com sólido conhecimento técnico, que conheça e pratique os cuidados necessários para a realização do trabalho.

TIPOLOGIA

Antes de indicar qualquer definição de procedimentos, é importante um aparte sobre a natureza dos componentes, pois os eixos são classificados em vários tipos. Por sua função, a definição usual abrange eixos livres ou de tração. Pelo sistema de frenagem utilizado, podem ser com freio a disco, a disco em banho de óleo ou a tambor, enquanto pela aplicação se enquadram como direcionais (com sistema de direção) ou rígidos (para máquinas articuladas).

Já conforme o tipo de diferencial, os eixos podem se enquadrar em modelos convencionais ou autoblocantes. As retroescavadeiras, por exemplo, possuem um eixo rígido e um eixo direcional, ao passo que as pás carregadeiras articuladas trazem dois eixos rígidos (com várias opções de freio e diferencial). Se forem articulados, os compactadores também são equipados com dois eixos rígidos, enquanto os manipuladores telescópicos, com dois direcionais.

Quanto à seção transversal, os eixos podem ser maciços (com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles), vazados (mais resistentes aos esforços de torção e flexão), cônicos, roscados (que podem receber porcas capazes de fixarem outros componentes ao conjunto) ou ranhurados (utilizados quando é necessário transmitir grandes esforços).

AVARIAS

Ao longo de sua vida útil, o sistema de eixo pode sofrer basicamente dois tipos de avarias: quebra e desgaste. Um dos principais motivos do primeiro é a sobrecarga, originada pelo trabalho excessivo, ou seja, além da capacidade de resistência do componente. Outro motivo da quebra é fadiga. Isso acontece por causa do esforço a que o eixo é submetido ao longo do tempo, o que leva à perda de resistência do material do qual é feito. O desgaste, por sua vez, pode ser causado pela falta de lubrificante ou por sua contaminação, mas também por excesso de tensão na correia (no caso de eixos-árvore por ela acionados), pela abrasão ou engripamento (travamento) dos rolamentos e ainda por perda de dureza devido ao superaquecimento.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral