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05 de outubro de 2018
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Perfuratrizes

Controle Tecnológico

Monitoramento remoto de estacas de hélice contínua possibilita acompanhar as etapas de perfuração, torque, pressão, avanço da hélice e consumo a diferentes profundidades

Em obras de edifícios, shopping-centers, viadutos e instalações industriais, dentre outras, a vedete tecnológica das etapas de fundação chama-se perfuratriz de hélice contínua monitorada. Desde sua introdução, esse equipamento tem propiciado elevada produtividade nos canteiros, sendo capaz de produzir mais de 600 m de estacas em solos argilosos, siltosos ou arenosos, enquanto outros métodos não alcançam 150 m.

Destaque-se que todas as versões atuais de perfuratrizes de hélice contínua são concebidas para serem monitoradas remotamente. Por meio da sondagem, é possível observar – quase que em tempo real – o momento em que a perfuração atinge trechos mais resistentes de solos, o torque aplicado, a pressão e o avanço da hélice em metros, além de acompanhar números sobre o consumo da máquina.

Monitoramento contínuo permite uma análise detalhada sobre a produção das estacas

De fato, o monitoramento fornece uma série de informações importantes sobre a produção das estacas. Quando a perfuração ultrapassa determinadas profundidades (no trecho de superfície o solo é mais mole e, depois, começa a ficar mais resistente), é possível observar no gráfico o momento em que aumenta o esforço do equipamento para introduzir o trado.

As informações são obtidas por meio de sensores distribuídos em diferentes partes da perfuratriz, como na torre, na mesa rotativa e nos mangotes, entre outras. Por meio do sistema wireless do equipamento é possível fazer o acompanhamento da execução da estaca e, ainda, o envio dos dados para a empresa de monitoramento. “As informações são filtradas e passam por uma pré-formatação, uma vez que os sensores ficam expostos a ações climáticas e a uma variabilidade de temperatura que pode ir de 30 a 10 graus, por exemplo”, detalha Marcio Abreu de Freitas, engenheiro civil da Geofix Fundações. “Após alguns minutos, a informação chega ao nosso escritório central.”

A Geofix, diz ele, trabalha apenas com perfuratrizes de hélice contínua importadas, com diâmetro de até 1,5 m. Nessa situação, caso ocorra algum problema com a parte de monitoramento eletrônico do equipamento, é necessário suporte do fabricante, o que em muitos casos pode ser demorado. “Para evitar que isso ocorra, a empresa instalou um sistema de monitoramento de uma empresa brasileira para obter todo o suporte de dados em paralelo ao que já vem de fábrica, possibilitando inclusive fazer um comparativo de acompanhamento”, comenta.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral