FECHAR
FECHAR
31 de dezembro de 1969
Voltar
Gestão de residuos

Como funciona a coleta de óleo lubrificante usado

Empresa especializada no segmento demonstra práticas de coleta correta do material

O óleo lubrificante mineral usado, quando é coletado e não é destinado corretamente, torna-se uma grande ameaça para o meio ambiente. Um litro do produto pode contaminar até 1 milhão de litros de água, ao formar uma película muito fina que impede a oxigenação. A mesma quantidade jogada incorretamente no solo pode gerar um volume de 10 m3 de material contaminado. As informações são da Lwart Lubrificantes, empresa especializada na coleta e no rerrefino de óleo lubrificante mineral usado. De acordo com números divulgados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) a empresa é líder desse segmento no Brasil, ao coletar mais de 11 milhões de litros por mês.

A empresa dispõe de uma frota de 250 veículos coletores, a maioria formada por caminhões com capacidade entre 2 mil litros  e 15 mil litros. Os menores, aliás, foram recentemente adquiridos para circular nas zonas de restrição de tráfego de caminhões na capital paulista. A frota da Lwart se completa com conjuntos de carretas equipadas com tanques de aço inox, com capacidade para transportar entre 30 mil e 40 mil litros. Elas são empregadas para o transporte entre os centros de coleta (16 em todo o Brasil) e  duas unidades de rerrefino, localizadas em Lençóis Paulista (SP) e em Feira de Santana (BA). Os mesmos veículos operam no sistema de logística reversa, transportando o óleo rerrefinado das fábricas para as empresas distribuidoras

Nos canteiros de obras, o processo de coleta é realizado em intervalos pré-determinados ou sob demanda. Acoplados com bombas de sucção com diâmetro entre 1,5 e 2 polegadas, os caminhões podem recolher o conteúdo de um tambor em cerca de 3 a 5 minutos. Esse tipo de reservatório é uma das alternativas de armazenamento, que envolve ainda tanques subterrâneos. Parte do processo de coleta compreende a análise do óleo, principalmente para aferir se não houve contaminação por água (facilmente visível) ou de produtos químicos. No ato da retirada, é emitido um certificado de coleta de óleo lubrificante usado, comprovando que a empresa está dando uma destinação correta ao material recolhido.

A coleta em canteiros de obras também envolve medidas de segurança como localização adequada do recipiente de armazenamento, uma vez que a mangueira do caminhão coletor tem, em média, 15 metros de comprimento. Cones de sinalização precisam ser adotados, assim como todos os equipamentos de p


O óleo lubrificante mineral usado, quando é coletado e não é destinado corretamente, torna-se uma grande ameaça para o meio ambiente. Um litro do produto pode contaminar até 1 milhão de litros de água, ao formar uma película muito fina que impede a oxigenação. A mesma quantidade jogada incorretamente no solo pode gerar um volume de 10 m3 de material contaminado. As informações são da Lwart Lubrificantes, empresa especializada na coleta e no rerrefino de óleo lubrificante mineral usado. De acordo com números divulgados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) a empresa é líder desse segmento no Brasil, ao coletar mais de 11 milhões de litros por mês.

A empresa dispõe de uma frota de 250 veículos coletores, a maioria formada por caminhões com capacidade entre 2 mil litros  e 15 mil litros. Os menores, aliás, foram recentemente adquiridos para circular nas zonas de restrição de tráfego de caminhões na capital paulista. A frota da Lwart se completa com conjuntos de carretas equipadas com tanques de aço inox, com capacidade para transportar entre 30 mil e 40 mil litros. Elas são empregadas para o transporte entre os centros de coleta (16 em todo o Brasil) e  duas unidades de rerrefino, localizadas em Lençóis Paulista (SP) e em Feira de Santana (BA). Os mesmos veículos operam no sistema de logística reversa, transportando o óleo rerrefinado das fábricas para as empresas distribuidoras

Nos canteiros de obras, o processo de coleta é realizado em intervalos pré-determinados ou sob demanda. Acoplados com bombas de sucção com diâmetro entre 1,5 e 2 polegadas, os caminhões podem recolher o conteúdo de um tambor em cerca de 3 a 5 minutos. Esse tipo de reservatório é uma das alternativas de armazenamento, que envolve ainda tanques subterrâneos. Parte do processo de coleta compreende a análise do óleo, principalmente para aferir se não houve contaminação por água (facilmente visível) ou de produtos químicos. No ato da retirada, é emitido um certificado de coleta de óleo lubrificante usado, comprovando que a empresa está dando uma destinação correta ao material recolhido.

A coleta em canteiros de obras também envolve medidas de segurança como localização adequada do recipiente de armazenamento, uma vez que a mangueira do caminhão coletor tem, em média, 15 metros de comprimento. Cones de sinalização precisam ser adotados, assim como todos os equipamentos de proteção individual (EPIs). Os caminhões igualmente necessitam ter carrinhos especiais para transporte dos tambores de óleo lubrificante mineral usado.

Segundo Genivaldo Gildo Stanizio, supervisor de coleta de óleo da Lwart, a empresa responderia por mais de 50% da coleta de todo óleo mineral gerado e destinado corretamente no Brasil. Depois de recolhido e rerrefinado, o óleo lubrificante segue para as companhias distribuidoras, que compram o produto básico, acrescentam aditivos e revendem o óleo formulado para o mercado.

Mais materias sobre esse tema