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05 de junho de 2018
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Manutenção

Check-up na máquina

Vital para a manutenção preditiva, a análise laboratorial de fluidos amplia a vida útil dos componentes e reduz as paradas inesperadas, aumentando a disponibilidade dos ativos

A análise de óleos é uma das partes mais importantes da manutenção preditiva de máquinas pesadas do setor de construção e mineração. Por meio dela, é possível verificar a qualidade dos fluidos e avaliar o estado dos componentes. Isso pode levar à descoberta de problemas em sua fase inicial, possibilitando a detecção prematura de falhas, reduzindo custos e aumentando a durabilidade, o desempenho e a confiabilidade dos equipamentos. Para tanto, devem ser analisados os lubrificantes do motor, do sistema hidráulico, da transmissão e das engrenagens, além do líquido de arrefecimento.

Uma boa análise de fluidos gera dados e informações concretas e confiáveis, deixando de lado as hipóteses e suposições, o que torna as ações mais precisas. Segundo Pedro Hernandes, coordenador de marketing da Oilcheck, empresa do grupo internacional ALS Global, localizada em Contagem (MG), o procedimento tem como função corrigir os defeitos e promover um uso mais econômico de lubrificantes. “O monitoramento pode indicar o momento certo para que se faça a troca ou a renovação dos óleos dos equipamentos e seus componentes”, diz.

Em outras palavras, a análise de óleos é um procedimento de diagnóstico responsável por monitorar e avaliar as condições dos fluidos e dos equipamentos. Segundo Hernandes, por meio dela também é possível evitar a desmontagem desnecessária de máquinas para inspeção e determinar antecipadamente a necessidade de manutenção, obtendo-se, consequentemente, aumento no tempo de disponibilidade da frota.

Análise de fluidos é um dos procedimentos mais importantes da manutenção preditiva

“OLHO DESARMADO”

O especialista explica que o monitoramento é feito por meio de uma série de técnicas laboratoriais que analisam partículas sólidas geradas pelo atrito entre as peças, misturando-se aos fluidos. “Esses métodos determinam as condições de cada óleo, apontando o seu grau de contaminação”, explica. “As principais propriedades observadas durante esses procedimentos são os índices de acidez, a viscosidade e a alcalinidade, assim como os pontos de congelamento e fulgor. Quanto ao grau dos contaminantes, a análise é focada em resíduos de carbono, partículas metálicas e água.”

Existem duas técnicas principais de análise de fluidos, a macroscopia e a espectrofotometria. A primeira consiste em identificar a olho nu as partículas de poeira e outras substâncias existentes nas amostras e classificá-las por tipo e quantidade. Ela fornece informações rápidas e no local do exame sobre a condição do maquinário móvel ou industrial. “A presença de qualquer sólido nos óleos pode aumentar o desgaste das peças”, diz Hernandes. “Por isso, eles devem ser sempre examinados.”

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral