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30 de maio de 2011
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Lubrificação / Boas práticas que estendem a vida dos equipamentos

Todavia, nem sempre isso acontece nas construtoras e mineradoras, que ainda subdimensionam a importância da lubrificação de “classe mundial”, terminologia usada pelo especialista da Noria para definir as melhores práticas nessa área. “A confiabilidade da lubrificação está sujeita a dois fatores: a utilização de produto especificado e os bons procedimentos de aplicação”, diz Gracia.

Custo e benefício
No que se refere ao primeiro fator, ele ressalta que as grandes companhias petrolíferas fornecem produtos padronizados e testados de acordo com as normas vigentes, cabendo aos fabricantes de equipamentos a indicação dos tipos de lubrificantes ideais para cada componente. “Já a aplicação dos lubrificantes se tornou o ‘fiel da balança’ e, muitas vezes, é ela que define o quanto o lubrificante vai durar e se atenderá às demandas das máquinas”, ele complementa.

Benício Silva, coordenador de suporte técnico da Cosan Combustíveis e Lubrificantes, detentora da marca Mobil, adverte que, em geral, os gastos medidos com lubrificantes representam entre 1% a 4% dos custos totais de manutenção de uma frota de equipamentos fora-de-estrada. “Se considerarmos que um lubrificante correto e aplicado adequadamente pode reduzir o consumo de combustível em até 4%, os custos com lubrificação acabam sendo irrisórios.” Ele ressalta que o combustível chega a representar 40% dos custos de manutenção e operação de equipamentos de construção e mineração.

Nos canteiros de obras, onde a adoção de boas práticas de lubrificação requer maior atenção, Silva acrescenta que esses cuidados fazem ainda mais diferença. “Afinal, a mobilidade das construtoras, que um dia estão num canteiro de obras e rapidamente se deslocam para outro, impondo constantes mudanças às condições de operação de seus equipamentos, exige que a estrutura de lubrificação e abastecimento, mesmo que temporária, seja bem dimensionada e operada por profissionais qualificados”, diz ele.

Lubrificação Centralizada
O que os especialistas da Noria e da Cosan classificam como o principal causador de falhas provenientes de lubrificação em equipamentos – a aplicação dos fluidos – ganha novas tecnologias capazes de evitar o excesso ou falta de óleos e graxas nos principais componentes. A lubrificação automática, ou centralizada, consiste em uma bomba programada para aplicar esses fluidos nos pontos necessários, em períodos previamente determinados. “Essa tecnologia promove redução de custo com lubrificantes e com paradas para a realização do serviço”, adianta Paulo Noronha, diretor comercial da Franzen, que oferece as soluções de lubrificação da Lincoln.