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19 de outubro de 2010
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Empresa

Atenta às oportunidades

Impulsionada pela demanda do mercado e por um bem-sucedido processo de capitalização, a Mills aposta no programa “Minha Casa Minha Vida”, do governo federal, para manter o ritmo de crescimento

Quando o governo federal lançou o programa “Minha Casa Minha Vida”, com o objetivo de quitar o déficit habitacional do país, a Mills pensou em desenvolver um sistema construtivo que facilitasse a adoção de processos industriais no canteiro. Após pesquisas no mercado internacional, a empresa trouxe para o Brasil o sistema de formas modulares Easy Set Mills, com o qual espera impulsionar os negócios e manter seu ritmo de crescimento.

Quem conta a história é Ramon Vazques, presidente da empresa, ao comemorar o resultado dessa investida. “Já estamos atuando em contratos para a construção de mais de 10.000 unidades habitacionais com empresas como a OAS Empreendimentos, Rodobens, Rossi Residencial, a mexicana Homex e a Bairro Novo, que pertence ao grupo Odebrecht”, diz ele.

Produzido em painéis de alumínio, o sistema pertence à canadense Aluma Systems e, segundo Vazquez, proporciona alta produtividade à execução das estruturas e fechamentos das unidades habitacionais. “Ele permite construir 400 m2 rapidamente, o que equivale a um apartamento tipo ou a meio pavimento, com a concretagem das paredes e lajes  em um dia e a desforma das estruturas no outro.” Como resultado, o executivo diz que a tecnologia diminui o tempo da obra em 30%, além de resultar na utilização de menos mão de obra.

Vantagens do sistema


Como o Easy Set Mills utiliza painéis de alumínio, um material reciclável, ele ressalta que o sistema elimina desperdícios no canteiro, ao abolir o uso de madeira. “O sucesso da tecnologia já nos motivou a programar o início da fabricação esse produto no Brasil, sob licença da Aluma, até o fim deste ano.” Vazquez apóia seus planos na expansão do crédito imobiliário. “O governo pretende liberar financiamento para 1 milhão e unidades até o final deste ano, sendo que metade disso já saiu no primeiro semestre, além de o PAC 2 prever a construção de mais 2 milhões de moradias populares”, ele pondera.

Para atender a essa demanda, o executivo vislumbra um aquecimento ainda maior do setor. Nesse ponto, ele ressalta a adequação do sistema aos processos industri


Impulsionada pela demanda do mercado e por um bem-sucedido processo de capitalização, a Mills aposta no programa “Minha Casa Minha Vida”, do governo federal, para manter o ritmo de crescimento

Quando o governo federal lançou o programa “Minha Casa Minha Vida”, com o objetivo de quitar o déficit habitacional do país, a Mills pensou em desenvolver um sistema construtivo que facilitasse a adoção de processos industriais no canteiro. Após pesquisas no mercado internacional, a empresa trouxe para o Brasil o sistema de formas modulares Easy Set Mills, com o qual espera impulsionar os negócios e manter seu ritmo de crescimento.

Quem conta a história é Ramon Vazques, presidente da empresa, ao comemorar o resultado dessa investida. “Já estamos atuando em contratos para a construção de mais de 10.000 unidades habitacionais com empresas como a OAS Empreendimentos, Rodobens, Rossi Residencial, a mexicana Homex e a Bairro Novo, que pertence ao grupo Odebrecht”, diz ele.

Produzido em painéis de alumínio, o sistema pertence à canadense Aluma Systems e, segundo Vazquez, proporciona alta produtividade à execução das estruturas e fechamentos das unidades habitacionais. “Ele permite construir 400 m2 rapidamente, o que equivale a um apartamento tipo ou a meio pavimento, com a concretagem das paredes e lajes  em um dia e a desforma das estruturas no outro.” Como resultado, o executivo diz que a tecnologia diminui o tempo da obra em 30%, além de resultar na utilização de menos mão de obra.

Vantagens do sistema
Como o Easy Set Mills utiliza painéis de alumínio, um material reciclável, ele ressalta que o sistema elimina desperdícios no canteiro, ao abolir o uso de madeira. “O sucesso da tecnologia já nos motivou a programar o início da fabricação esse produto no Brasil, sob licença da Aluma, até o fim deste ano.” Vazquez apóia seus planos na expansão do crédito imobiliário. “O governo pretende liberar financiamento para 1 milhão e unidades até o final deste ano, sendo que metade disso já saiu no primeiro semestre, além de o PAC 2 prever a construção de mais 2 milhões de moradias populares”, ele pondera.

Para atender a essa demanda, o executivo vislumbra um aquecimento ainda maior do setor. Nesse ponto, ele ressalta a adequação do sistema aos processos industriais de construção, já que o Easy Set Mills pode ser utilizado até 2.000 vezes, desde que sejam respeitados alguns cuidados com o armazenamento, a limpeza das peças e a aplicação de desmoldante. “Trata-se de uma tecnologia competitiva, que proporciona alta qualidade de acabamento e cujas peças são fáceis de montar e desmontar.”

Além de ser indicada para utilização em obras de habitação popular, a tecnologia encontra aplicação também em projetos imobiliários voltados para a classe média, conforme explica Vazquez. Ele ressalta que o sistema não apresenta restrições quanto ao tipo de concreto utilizado, desde que seja adotada uma pressão máxima de concretagem de 61 kN/m².

Novos investimentos
Segundo o executivo, as expectativas para 2010 e para o próximo ano são muito otimistas em todas as frentes de atuação da empresa. Afinal, além de fornecer esta e outras linhas de produtos, por meio da divisão Jahu, a empresa produz formas e escoramentos para obras pesadas, atua na área industrial (pintura, tratamento de superfície, acessos etc.) e na locação de equipamentos para construção, por meio da divisão Mills Rental, totalizando um faturamento de R$ 460 milhões em 2009.

“Em geral, tanto o mercado industrial quanto o de construção pesada são responsáveis por cerca de 35% do nosso faturamento e os demais negócios dividem de forma quase igualitária o restante das receitas” diz Vazquez. Para manter o ritmo de crescimento da empresa, ele anuncia investimentos de R$ 1,1 bilhão. “Desse valor, R$ 410 milhões vêm do processo de capitalização da empresa, com a abertura do capital em bolsa, e o restante será gerado com caixa próprio, o que nos isenta de um possível endividamento.”

Os recursos serão aplicados basicamente na abertura de novas filiais e na ampliação da frota de equipamentos da Mills Rental. “Até o fim de 2011, teremos 38 filiais em todo o Brasil, quase o dobro das 20 que contabilizávamos no início de 2009.” Esse esforço, segundo o executivo, visa posicionar a empresa diante das oportunidades de contratos geradas pelas obras para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, além dos inúmeros projetos de infraestrutura previstos nos quatro cantos do país.