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30 de maio de 2011
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Empresa / Aposta em equipamentos compactos

O discurso otimista da fabricante japonesa, aliado aos resultados apresentados na prática, pode ser fundamentado pelo “Estudo de Mercado” produzido pela Sobratema. Segundo o levantamento realizado pela associação, o segmento de minicarregadeiras (skid loaders) cresceu 46% em 2010, com a comercialização de 1.750 em todo o país. “Esse mercado tem um grande potencial de crescimento, principalmente porque o brasileiro está se familiarizando com o conceito desses equipamentos, cuja versatilidade ajuda a suprir até mesmo o déficit de mão-de-obra na construção civil”, afirma o executivo.

Principais mercados
Até o momento, as pequenas e médias construtoras, juntamente com as locadoras, figuram entre os principais consumidores dos equipamentos da Yanmar que, segundo Kitahara, são destinados majoritariamente para obras residenciais, de galerias pluviais e construções subterrâneas em geral, como escavações em túneis. “Outro grande mercado são os depósitos de material de construção, que utilizam esses equipamentos compactos para o carregamento de areia e brita”. O executivo revela outras aplicações até certo ponto curiosas: “estamos comercializando muitas miniescavadeiras para operação em cemitérios e as carregadeiras compactas, por sua vez, encontram aplicação em campos de golfe e áreas agrícolas, onde trabalham no carregamento de esterco suíno.

No caso das retroescavadeiras, que a empresa começou a comercializar ano passado no mercado brasileiro, os resultados surpreenderam Kitahara. “As vendas superaram nossas metas iniciais”, ele afirma. O executivo atribui a aceitação dos clientes ao rendimento do equipamento. “O Brasil ainda é o país das retros, principalmente na faixa de operação de 70 cv, entretanto, o nosso modelo de 37 cv compete em condições de igualdade com os modelos de maior potência”, ele complementa.

O modelo CBL 40, indicado para operar em obras que demandam alto rendimento, possui transmissão hidrostática, tração 4x4 e peso operacional de aproximadamente de 4 t, atingindo uma profundidade de escavação de 3 m. “As primeiras unidades chegaram ao Brasil em junho do ano passado e já estão sendo utilizadas por alguns de nossos clientes, como construtoras, mineradoras e locadoras, entre outros”, afirma Kitahara.

Suporte ao cliente
Outra preocupação da Yanmar está relacionada ao pós-venda. Nessa área, a empresa dispõe de um estoque de peças dimensionado para suportar a demanda dos clientes e do mercado de reposição. “Os componentes mais vitais do equipamento e os de maior giro ficam armazenados em nossa unidade fabril e as demais peças são importadas diretamente do Japão, sendo que os pedidos mais urgentes são atendidos em até 15 dias.”