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03 de abril de 2017
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Compactos & Ferramentas

Além do alcance da visão

Garantindo assertividade à operação, escâneres de parede auxiliam na detecção de diferentes tipos de materiais durante a perfuração de estruturas de alvenaria drywall, e madeira

Ao se furar paredes, a possibilidade de atingir algum cano ou fiação é um risco real, que pode trazer contratempos em obras de acabamento na construção. Contudo, graças à tecnologia, isso pode ser evitado com a utilização de escâneres de parede. Com essa ferramenta, é possível identificar tubulações, cabos de energia e outros tipos de estruturas internas, evitando assim vários problemas e gastos indesejados e não programados.

Segundo Renan Gonçalves, gerente de produto da linha de medição da divisão de ferramentas elétricas da Bosch Brasil, os detectores de fato proporcionam mais praticidade e segurança na realização de diversos serviços, facilitando o dia a dia do construtor e, ao mesmo tempo, aumentando a produtividade e a precisão do trabalho. “Muitas vezes, para fazer uma reforma ou realizar instalações, o proprietário do imóvel não tem a planta original para que os profissionais identifiquem a estrutura e façam o trabalho com mais assertividade e sem imprevistos”, explica Gonçalves. “Por isso o uso de escâneres de parede é tão importante.”

MULTIDETECTOR

De maneira geral, conforme explica Rodrigo Oliveira, instrutor de treinamentos técnicos da Stanley Black & Decker, as ferramentas são utilizadas em contato direto com a superfície a ser escaneada, no momento em que se faz necessário desviar (ou acertar) em guias ou montantes metálicos, bem como identificar por onde percorre a rede elétrica.

Desse modo, as aplicações dos detectores em obras são muito diversificadas, sendo indicadas tanto para eletricistas, marceneiros e carpinteiros, como para encanadores e empreiteiros. Na Bosch, os detectores profissionais são projetados para identificar metais magnéticos e não magnéticos, cabos elétricos, estruturas em madeira e tubos de plástico. “A profundidade máxima varia de acordo com o modelo de detector e o tipo de material, podendo ir de 38 mm a 150 mm”, diz o executivo.

Para detectar cabos energizados, por exemplo, o modelo D-Tect 120 Professional permite uma profundidade máxima de detecção de 60 mm, mas pode alcançar 120 mm para materiais ferrosos. Segundo Oliveira, a ferramenta detecta objetos ao ser posicionada sobre o ponto de perfuração, sem necessidade de se mover o equipamento.

Além deste, a empresa também disponibiliza outro escâner de parede – o D-Tect 150 – que consegue detectar vários materiais, como canos, estruturas de cobre, madeiramento e fiação elétrica, em profundidades que chegam a 150 mm por trás da parede. O modelo é indicado para paredes de drywall, painel de calor (paredes e pisos revestidos com tubulações para aquecimento) e alvenaria. “Um aviso sonoro e óptico indica o tipo de material que está por trás da parede e a profundidade máxima de perfuração”, comenta o especialista.