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16 de outubro de 2015
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Motores

Ajustando o foco

Fabricantes apostam nas exportações e no mercado de reposição para tentar compensar a acentuada queda na comercialização de propulsores no país
Por Marcelo Januário (Editor)

Indo para seu final, o ano de 2015 definitivamente apresentou um cenário de grandes desafios também para os principais fabricantes independentes de motores no Brasil. Como ocorreu no segmento de máquinas pesadas para construção, o segmento viu a demanda despencar no primeiro semestre. Atualmente, a produção está na casa de 6 mil caminhões por mês. Mas se esperava muito mais.

Após superar as dificuldades de fornecimento de Arla e diesel S-10, o segmento assiste a agora um salutar crescimento nas exportações e no mercado de reposição, mas nada que possa compensar a queda registrada na comercialização interna para fabricantes OEM de caminhões. E o mais provável é que o cenário de lentidão se mantenha, ao menos por um tempo. “Não esperamos mais surpresas, mas não enxergamos uma melhora no final do segundo semestre”, crava Luis Pasquotto, presidente da Cummins South America. “Vemos muitos clientes programando paradas de produção e, para o próximo ano, o cenário previsto também é de estabilidade.”

Na primeira metade do ano, a Cummins produziu um total de 20.700 propulsores, contra 32 mil do ano passado. Até o final do ano, a projeção aponta para a casa de 35 mil unidades, contra as 48 mil do último ano. Com isso, a ordem na empresa agora é se equilibrar até as coisas melhorarem. Enquanto isso, tenta fazer o dever de casa, além de buscar opções dentro do negócio. “Precisamos navegar por esta situação até que a calmaria volte”, diz Pasquotto. “Temos tomado todas as ações para seguir com dano mínimo, não paramos de investir em produtividade e P&D para o longo prazo. Também temos buscado expandir em outros setores, diversificando a atuação em segmentos ligados a motores, como filtros, turbos e sistemas de pós-tratamento.”

Para a FPT, a produção (incluindo as unidades no Brasil e na Argentina) foi de 25.200 unidades no primeiro semestre. Para o segundo, a previsão é de 23.300 unidades, com um número total de 48.500 motores em 2015. Em 2014, foram 55 mil. “Não existe uma tendência de recuperação imediata, pois a crise de confiança ainda não passou”, corrobora Marco Aurélio Rangel, presidente da FPT para a América Latina. “Fizemos ajustes em demanda, talvez em um ritmo menor, e no futuro talvez tenhamos novos cortes. Porém, a estabilidade que todos esperam – a chegada ao ‘fundo do poço’ – não está confirmada. A recuperação seguirá em ritmo lento até o segundo trimestre de 2016, quando podemos ver sinais mais positivos na economia, tanto internos quanto externos.”

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral