FECHAR
FECHAR
15 de janeiro de 2019
Voltar
Empresa

Agronegócio movimenta o mercado

Com os bons ventos que impulsionam a safra agrícola brasileira, o Grupo AGCO aposta na introdução de novos equipamentos e na modernização de suas fábricas no país
Por Melina Fogaça

Em meio à grave crise político-econômica que o Brasil enfrentou nos últimos anos, pode-se dizer que o agronegócio foi responsável por segurar as pontas do mercado brasileiro. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o primeiro levantamento da safra 2018/19 indica um volume entre 233,6 e 238,5 milhões de toneladas, com variação entre 2,5% e 4,7% acima da safra passada.

Esses dados mostram que a produção nacional pode registrar um aumento entre 5,6 e 10,6 milhões de toneladas, em um crescimento que impacta diretamente a indústria de equipamentos. Nas principais linhas de produtos voltados para o segmento, o mercado brasileiro fechou 2018 com 45 mil tratores vendidos, enquanto em colheitadeiras o ano movimentou um volume de 5 mil unidades.

E, para 2019, a situação não será diferente. Segundo a mais recente pesquisa de hábitos do produtor rural, promovida pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), 34,14% dos produtores pretendem adquirir novos maquinários neste ano. Evidentemente, a perspectiva tem animado as fabricantes, que não medem esforços para impulsionar sua competitividade no campo brasileiro.

É o que ocorre com a AGCO, uma das principais fabricantes de equipamentos e soluções agrícolas do mundo. Como destaca seu presidente e CEO global, Martin Richenhagen, a introdução continuada de novos equipamentos é o maior indicador de como o grupo aposta forte no país, além do desenvolvimento de tecnologias para suas fábricas em terras brasileiras. “Do ponto de vista global, a AGCO tem investido níveis recordes de seus lucros aqui”, afirma Richenhagen, que esteve recentemente no Brasil. “Investimos mais de 300 milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento de produtos na América do Sul, o que mostra que empresa acredita no Brasil e na região.”

Em relação aos resultados, Richenhagen revela que no ano passado as vendas mundiais da empresa aumentaram 12% em comparação ao ano anterior, impulsionadas justamente pelo bom desempenho das safras na América do Sul. “A última estimativa que tivemos mostra que as vendas estavam entre 9,5 e 10 bilhões de dólares, ou seja, vamos ger


Em meio à grave crise político-econômica que o Brasil enfrentou nos últimos anos, pode-se dizer que o agronegócio foi responsável por segurar as pontas do mercado brasileiro. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o primeiro levantamento da safra 2018/19 indica um volume entre 233,6 e 238,5 milhões de toneladas, com variação entre 2,5% e 4,7% acima da safra passada.

Esses dados mostram que a produção nacional pode registrar um aumento entre 5,6 e 10,6 milhões de toneladas, em um crescimento que impacta diretamente a indústria de equipamentos. Nas principais linhas de produtos voltados para o segmento, o mercado brasileiro fechou 2018 com 45 mil tratores vendidos, enquanto em colheitadeiras o ano movimentou um volume de 5 mil unidades.

E, para 2019, a situação não será diferente. Segundo a mais recente pesquisa de hábitos do produtor rural, promovida pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), 34,14% dos produtores pretendem adquirir novos maquinários neste ano. Evidentemente, a perspectiva tem animado as fabricantes, que não medem esforços para impulsionar sua competitividade no campo brasileiro.

Em 2018, as vendas globais da AGCO aumentaram 12% em comparação ao ano anterior

É o que ocorre com a AGCO, uma das principais fabricantes de equipamentos e soluções agrícolas do mundo. Como destaca seu presidente e CEO global, Martin Richenhagen, a introdução continuada de novos equipamentos é o maior indicador de como o grupo aposta forte no país, além do desenvolvimento de tecnologias para suas fábricas em terras brasileiras. “Do ponto de vista global, a AGCO tem investido níveis recordes de seus lucros aqui”, afirma Richenhagen, que esteve recentemente no Brasil. “Investimos mais de 300 milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento de produtos na América do Sul, o que mostra que empresa acredita no Brasil e na região.”

Em relação aos resultados, Richenhagen revela que no ano passado as vendas mundiais da empresa aumentaram 12% em comparação ao ano anterior, impulsionadas justamente pelo bom desempenho das safras na América do Sul. “A última estimativa que tivemos mostra que as vendas estavam entre 9,5 e 10 bilhões de dólares, ou seja, vamos gerar um fluxo de caixa forte”, diz.

Richenhagen: investimento em níveis recordes no Brasil

E um dos resultados desses investimentos está no ritmo acelerado de lançamentos realizados entre 2017 e 2019 no mercado nacional, com a introdução no país de 159 diferentes modelos de equipamentos e a aplicação de R$ 60 milhões de reais na modernização tecnológica da fábrica de Santa Rosa (RS), que produz colheitadeiras e outros equipamentos das marcas Massey Ferguson, Valtra e Challenger – além dessas, a empresa também oferece no exterior a marca Fendt. “Dentre as melhorias apresentadas na fábrica podemos citar a modernização de toda a linha de montagem e a utilização do sistema Dyno, que simula o nível de qualidade das colheitadeiras em operação no campo, antes da entrega ao produtor rural”, comenta o executivo.

PRODUÇÃO

Segundo Luis Felli, presidente da AGCO para a América do Sul, o Brasil é responsável por alimentar 1,5 bilhão de pessoas no planeta e esse potencial de crescimento é significativo. No futuro, diz ele, esse número pode ultrapassar a cifra de 2 bilhões de pessoas.

O executivo sublinha que o Brasil é líder na produção e exportação de itens como soja, café, açúcar, carne bovina e frango. E, mesmo com 66% do território constituído por áreas conservadas, o país ainda possui cerca de 219 milhões de hectares de terra livres para o agronegócio. “Isso, somado ao clima favorável e à disponibilidade de água e terra fértil, coloca o Brasil como um dos países de maior potencial para atender à crescente demanda por alimentos no planeta”, comenta Felli.

Outro potencial a ser explorado, diz o executivo, está relacionado a uma característica do agricultor brasileiro. Hoje, o Brasil conta com cerca de 10 mil produtores com áreas acima de 5 mil hectares, todos eles em busca de maior eficiência e ganho de custos. “Sou de uma época em que um bom agricultor de soja produzia 40 sacos de soja por hectare”, conta. “No ano passado, apenas no Cerrado – região que concentra 50% desses produtores – vimos uma produção de 70 a 80 sacos de soja por hectare, o que representa uma transformação.”

Para atender a esse mercado, como ressalta o gerente para as Américas, Robert Crain, a AGCO também busca desenvolver e disponibilizar novas plataformas digitais, modernizando as atividades no campo. Nesse rol estão soluções como, por exemplo, o Fuse Connected Services, uma tecnologia que se propõe a conectar toda a frota da fazenda, otimizando as operações da propriedade rural e possibilitando o trabalho com frota mista, além de melhorar o acesso a dados da propriedade, oferecendo melhores conexões para prestadores de serviços. “O Fuse permite que os nossos agricultores diminuam o custo inicial de investimento, aumentando a produção”, diz ele.

EQUIPAMENTOS

Soluções como o Fuse Connected Services se propõem a conectar a frota da fazenda

Apostando na agricultura de precisão, o Grupo AGCO afirma que introduzirá em breve na América do Sul a nova plantadora dobrável “Momentum”, que será produzida no Brasil e integrará o portfólio de produtos tanto da Valtra quanto da Massey Ferguson.

Com versões de 24, 30 e 40 linhas, o equipamento tem como uma de suas principais características a precisão do plantio, oferecendo 18 m de largura quando aberta – o que resulta em um plantio mais rápido – e 3,6 m quando fechada – o que facilita o transporte. Segundo Felli, o novo equipamento é equipado com a solução “Precision Planting”, uma tecnologia que melhora a distribuição de sementes no campo. “Além disso, o armazenamento de sementes tem capacidade para até 5.130 litros”, acrescenta.

Outro maquinário que será apresentado ao mercado brasileiro em 2019 é a colheitadeira “Ideal”. O equipamento integra a linha de colheitadeiras axiais da AGCO, prometendo maior capacidade de estocagem e autorregulagem ao longo do processo de colheita, minimizando as perdas. “Como diferencial, a nova máquina traz sistema de processamento inteligente, que tem como finalidade preservar a qualidade dos grãos, além de oferecer um melhor manuseio e eficiência energética”, complementa Felli.

Além de ser totalmente conectada, outros diferenciais da colheitadeira incluem a presença de um monitor de fluxo de colheita em tempo real, permitindo que se tome decisões imediatas sobre a colheita, e um modo de operação que otimiza o equilíbrio entre qualidade, velocidade e perdas, tendo como base as escolhas dos motoristas.

Novidades para o mercado brasileiro em 2019 incluem a colheitadeira axial “Ideal”

Dentre os demais produtos que integram a renovação do portfólio, a empresa cita os tratores Massey Ferguson MF 4700 e MF 5700, uma evolução da família de tratores de maior destaque da marca e que – segundo a AGCO – é a mais vendida do país: a MF 4200.

GERADORES

Além da modernização da fábrica de Santa Rosa (RS), que incluiu a aplicação do conceito de “Smart Factory” (fábrica inteligente), a AGCO recentemente inaugurou na unidade de Mogi das Cruzes (SP) sua primeira linha de produção nacional de grupos geradores de energia elétrica.

De acordo com André Rocha, gerente de vendas, marketing e pós-venda da AGCO Power, os mercados das Américas Central e do Sul, antes alimentados pela produção europeia, “devem passar a ser abastecidos pela fabricação brasileira, assim como todos os demais estados do país”.

Com a produção local, comenta o executivo, a nova linha fabril torna os grupos geradores da AGCO disponíveis para consórcio e financiamento via Finame e Programa Mais Alimentos (MDA), formas de aquisição viabilizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Também autorizamos que os grupos geradores sejam faturados diretamente aos clientes finais, por meio das redes de concessionárias autorizadas Massey Ferguson e Valtra”, diz Rocha.

Os grupos geradores de energia elétrica são alimentados por motor a diesel AGCO Power e estão disponíveis em potências que vão de 45 a 220 kVA. “Temos uma linha completa de geradores dentro da AGCO Power associados aos nossos produtos”, comenta o gerente.

Segundo ele, os geradores podem ser utilizados em situações distintas, em Stand-by (para suprir emergências, como uma eventual falta de fornecimento de energia), no modo Prime (para gerar economia ao usuário durante horários de pico) ou em modo Contínuo (como fonte principal de energia). “O uso desses equipamentos se estende a diversos setores da economia, incluindo a agropecuária, o varejo e a construção civil”, finaliza Rocha.

Saiba mais:

AGCO Brasil: www.agco.com.br

Mais materias sobre esse tema