FECHAR
FECHAR
28 de dezembro de 2015
Voltar
Fresadoras

Agilidade na reabilitação de pavimentos

Técnicas e equipamentos para remoção, recuperação e reaproveitamento de revestimentos asfálticos avançam no país, aprimorando a manutenção de rodovias

Operações de fresagem de pavimentos asfálticos, com o necessário reaproveitamento do material recolhido, envolvem uma gama de detalhes que, juntos, compõem um universo muito particular de técnicas e aplicações. E que vem avançando no país.

Justamente para entender melhor esse ambiente, M&T procurou alguns dos principais fabricantes de equipamentos para esse segmento, buscando levantar quais são as tecnologias aplicadas atualmente, detalhando suas especificações e resultados.

A fresagem é um processo de remoção (desbaste ou demolição) do pavimento que utiliza uma fresadora com ferramentas de corte (bits) acopladas a um tambor fresador. E, de saída, para o engenheiro Juliano Gewehr, especialista de produtos e engenharia de aplicação da Ciber Equipamentos Rodoviários, obter bons resultados na operação de fresagem de pavimentos asfálticos vai além da escolha acertada do tipo de fresadora. Segundo ele, “o mais importante é o uso de bits e porta-bits originais”.

Isso porque as ferramentas de corte devem resistir aos esforços de trabalho sobre o pavimento asfáltico. “Garantindo a rotação adequada do bit durante a fresagem, o porta-bit gera um desgaste uniforme e prolonga sua vida útil”, diz. “Se um bit emperrar, por exemplo, o desgaste ocorre apenas de um lado, resultando em uma vida útil reduzida a ponto de comprometer a produção e os custos operacionais.”

Para o gerente de desenvolvimento de mercados da Sotreq, Chrystian Garcia, a eficiência operacional requer que se evite o desgaste acentuado dos roletes e da esteira de borracha das transportadoras, além de atenção a detalhes como velocidade lenta do transportador, ângulo excessivo da transportadora, sistema rodante com pouca tração, baixa pulverização de água e desgaste acentuado das pás do tambor, do sistema de engate base, do suporte e dos bits.

No que diz respeito aos resultados, Walter Rauen, CEO da Bomag, lembra no Brasil que é muito comum encontrar ruas, avenidas e até rodovias em que várias camadas de asfalto foram colocadas umas sobre as outras, com o objetivo de recuperar um trecho de pavimento deteriorado. “Essa prática, a princípio mais barata, torna-se uma solução de curtíssimo prazo, visto que os danos da camada antiga passam rapidamente para a nova, devido à reflexão de trincas e deformações do asfalto”, explica.

TÉCNICAS

Atualmente, há cinco categorias de técnicas definidas pela Asphalt Recycling and Reclaiming Association (ARRA) para descrever os métodos de fresagem e reciclagem de pavimentos betuminosos, incluindo a fresagem a frio (FF), reciclagem a quente (RQ), reciclagem a quente in situ (RQI), reciclagem a frio (RF) e reciclagem profunda (RP). Rauen enfatiza que a fresagem a frio é muito mais difundida e aplicada, sendo utilizada para correção de irregularidades de pavimentos, correção de greides da superfície (como trilhas de rodas) e melhoria do coeficiente de atrito da capa existente, evitando derrapagens, por exemplo. No processo, há a remoção de uma camada do pavimento deteriorado por movimento rotativo contínuo do tambor fresador.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral