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08 de abril de 2010
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Caminhões / Adaptados para apoio à obra

Campana salienta que alguns modelos da linha Ford Cargo já saem de fábrica com essa solução, que envolve apenas uma modificação nos faróis dianteiros, posicionados na horizontal para aumentar o espaço entre eles e o solo.

A Mercedes-Benz, que atende a demanda de equipamentos de apoio das construtoras com os caminhões da linha Atego, disponíveis em modelos com tração apenas em um dos eixos ou nas quatro rodas, também oferece a solução de para-choques mais estreitos para todos os veículos da série.

Relação do diferencial
Os fabricantes ressaltam que, em operações fora-de-estrada, a redução da relação do diferencial mostra-se tão importante quanto as mudanças de posicionamento do para-choque e de outros componentes. “Como aplicações desse tipo exigem torque e não velocidade, essa modificação proporciona maior capacidade de subida ao caminhão”, diz Eustáquio Sirolli, gerente de produtos da Mercedes-Benz.

Campana, da Ford, explica que a redução do diferencial só altera o torque final do veículo, o que é suficiente para melhorar a sua potência em terrenos inclinados. “Nos nossos modelos, essa modificação pode resultar em ganhos de torque de 10% a 20%”, ele afirma.

Para João Lazaro, da Camargo Correa, tão importante quanto a relação do diferencial é a especificação da tomada de força para cada tipo de aplicação. “Para o bom funcionamento do implemento instalado no veículo, é preciso saber se ela sai direto da caixa de transmissão ou se é necessário adaptá-la ao eixo cardan”. Ele salienta que a primeira opção é a mais indicada e utilizada atualmente em veículos de apoio, enquanto as tomadas de força adaptadas ao cardan são usadas apenas em casos específicos.

Antes da aquisição do veículo, a definição do implemento a ser utilizado também contribui para a decisão sobre outras modificações indispensáveis ao caminhão. Sirolli, da Mercedes-Benz, lembra que a fabricante oferece um reforço de mola para aplicações com cargas concentradas, algo necessário, por exemplo, em caminhões basculantes. “Em veículos de apoio, essa adaptação, que é opcional e, portanto, tem um custo embutido, não é necessária, pois a carga utilizada costuma ser menor do que a capacidade do caminhão.”

Distância entre-eixos
Na Ford, as modificações nos veículos também são definidas em função do implemento utilizado. “Nos caminhões guindauto ou equipados para prestar serviços em redes de eletricidade, por exemplo, instalamos uma chapa de metal para proteger o motor e a caixa de transmissão do veículo antes de enviá-lo para o implementador. Além disso, alteramos o respiro do eixo traseiro de forma que ele fique em altura superior à da longarina”, explica Campana. Essa última alteração, segundo ele, evita danos ao diferencial caso o caminhão venha a trafegar em áreas alagadas.