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08 de abril de 2010
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Caminhões

Adaptados para apoio à obra

De comboios de lubrificação a caminhões guindauto, os modelos de médio porte, com peso bruto entre 6 t e 18 t, revelam-se excelentes em serviços de apoio nos canteiro de obras

Os caminhões de grande porte, usados para o transporte de materiais em construção pesada, não são os únicos modelos a marcar presença nos canteiros de obras do País. Uma vasta gama de veículos de média capacidade, com peso bruto total (PBT) na faixa de 6 t a 18 t, também encontra aplicação nesse cenário, para a realização de serviços de apoio. São os comboios de lubrificação, guindautos, oficinas volantes, caminhões-pipa, caminhões distribuidores de asfalto, com plataformas pantográficas e outros, geralmente montados sobre chassis de caminhões com menor capacidade de carga que os tradicionais basculantes.

Apesar do menor PBT, muitos desses caminhões demandam elevada tração para vencer terrenos acidentados e com baixa capacidade de suporte, o que populariza o uso dos modelos 4x4 e até mesmo dos 6x4 em aplicações desse tipo. Em determinadas situações, entretanto, como nas obras urbanas e de menor porte, os tradicionais 4x2 dão conta do recado a se transformam no modelo preferido pelas construtoras. Esse é o caso da Camargo Corrêa, que emprega veículos apenas com tração em um dos eixos na maioria dos serviços de apoio no campo.

“Em algumas circunstâncias, além de optarmos pelos modelos com tração nas quatro rodas, ainda precisamos lançar mão de algumas adaptações para que o veículo possa operar em terrenos difíceis”, diz João Lazaro Maldi Junior, superintendente de equipamentos da construtora. Entre elas estão as modificações na altura das câmaras pneumáticas de freio (cuícas), das lanternas traseiras e dos para-choques.

Proteção dos componentes
Ele explica que o tráfego em terrenos irregulares pode comprometer o sistema de freio do caminhão, motivo pelo qual a construtora solicita aos fabricantes o levantamento das cuícas e da proteção de cárter nos modelos destinados a operações fora-de-estrada. “Os para-choques traseiros também são substituídos por uma proteção metálica para proteger componentes como o diferencial, por exemplo. Com isso, evitamos que eles sejam afetados em caso de choque durante uma marcha à ré.” Isso porque, segundo ele, os para-choques especificados pela legislação de trânsito brasileira são muito frágeis e inadequados para este tipo de operação.

As linhas de caminhões 4x2 e 4x4 da Ford, segundo Uilson Chacon Campana, supervisor de vendas nacional para grandes frotistas, podem ser adquiridas com modificações de fábrica nos para-choques. “Quando o cliente vai aplicar o veículo em terrenos com grande incidência de pedras ou em aterro sanitário, onde a presença de tocos de madeira e de outros materiais pode dificultar sua operação, podemos adaptar um para-choque dianteiro mais estreito, com até 20 cm a mais de distância entre o solo e o caminhão”, diz ele.