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03 de abril de 2017
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Sistemas Construtivos

Abrindo caminho nos canteiros

Soluções industrializadas avançam no país, mas ainda enfrentam dificuldades em relação aos sistemas convencionais por questões culturais, tributárias e de infraestrutura

Atualmente, os diversos sistemas industrializados utilizados pela construção civil já alcançaram um elevado grau de maturidade e conseguem obter uma convivência harmônica nas questões técnicas e institucionais. Essa, ao menos, é a opinião de diversos especialistas. “Hoje, todos os sistemas industrializados apontam para uma tendência de soluções mistas envolvendo drywall, estrutura metálica, pré-fabricado de concreto e madeira”, afirma Walter Cover, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). “É claro que, nos aspectos comerciais, cada um desses sistemas trilha seu próprio caminho, disputando mercado.”

Para balizar sua visão, Cover reitera as vantagens dos sistemas construtivos industrializados, que incluem pontos como a redução do tempo de execução das obras, manutenção da qualidade final da construção, atenuação e previsibilidade dos custos, menor geração de resíduos e redução do consumo de energia. “Já a principal barreira que impede o maior uso dos sistemas industrializados no Brasil é a falta de isonomia tributária com os sistemas convencionais”, aponta o dirigente.

TENDÊNCIAS

Além dessa barreira, para Luiz Antonio Martins Filho, gerente executivo da Associação Brasileira do Drywall, existem outras dificuldades para uma maior disseminação desses sistemas. “Temos questões culturais e dificuldades como a falta de infraestrutura adequada de transporte e logística, além de obstáculos legais, pois os modelos de contratação de obras públicas ainda são concebidos visando às características dos sistemas tradicionais”, pondera.

Apesar das dificuldades, os sistemas industrializados têm conseguido avanços significativos. “No caso do Steel Frame, apesar de já estar bastante disseminado no Brasil, ainda  há grande potencial de crescimento, pois representa apenas 15% do total das obras de múltiplos pavimentos, enquanto nos EUA já representa 50% e, no Japão, quase 70%”, afirma Eneida Jardim, integrante da Comissão Executiva do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA).

A tendência do uso combinado de vários sistemas também é apontada por Rosane Bevilaqua, representante da ABCEM (Associação Brasileira da Construção Metálica). “O uso misto de concreto com estruturas metálicas, por exemplo, representa uma série de vantagens, como dispensa do uso de fôrmas para pilares, aumento da precisão dimensional, redução do peso e do volume das estruturas e, ainda, diminuição de 20% a 40% no uso de aço estrutural”, comenta.