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05 de abril de 2018
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A Era das Máquinas

A transmissão de energia por cabos sem fim

Por Norwil Veloso

No século XIX, a revolução industrial aumentou a demanda de energia e criou novas exigências de transmissão na Europa

Historicamente, a necessidade de transmissão de energia à distância surgiu com a mineração, uma vez que não era possível posicionar a mina próxima às fontes de energia. No século XVI, foram desenvolvidos na Alemanha os Stangenkunsten, soluções que utilizavam hastes de madeira em movimento recíproco para transmitir até as minas a energia gerada em rodas d’água distantes.

Mais tarde, já no século XIX, a demanda de energia aumentou com a Revolução Industrial, criando novas exigências de transmissão, especialmente na Europa. Em sua maior parte, os recursos hídricos estavam em áreas montanhosas, onde a instalação de indústrias era inviável. Portanto, a transmissão era essencial.

Sistemas de transmissão e distribuição de energia por cabos utilizavam polias de grande diâmetro (até 5 m), montadas em torres normalmente posicionadas a distâncias de 90 m a 150 m

Mesmo com a utilização dos motores a vapor, havia a necessidade de sistemas de transmissão e distribuição, já que as indústrias estavam espalhadas por uma área física considerável e o uso de diversas unidades a vapor de menor potência era economicamente inviável.

Na segunda metade do século XIX, havia diversas alternativas para transmissão de energia em alta rotação: eletricidade, ar comprimido, hidráulica, vapor e cabos de aço. Embora a eletricidade tenha prevalecido posteriormente, na época a transmissão por cabos se difundiu por ser mais eficiente que a eletricidade para distâncias até 5 km.

Os primeiros sistemas foram implantados a partir de 1860. E, diferentemente das demais soluções, a transmissão por cabos não implica conversão de energia. Assim, foi uma evolução de tecnologias já existentes, aumentando sua eficiência e flexibilidade.

O equipamento era similar a um cabo aéreo se movendo em alta velocidade, sem o carro de translação. Utilizava polias de grande diâmetro (até 5 m), montadas em torres posicionadas normalmente a cada 90 a 150 m, com duas polias em cada torre, ligadas ao mesmo eixo. A primeira polia era acoplada ao sistema de geração e girava a uma velocidade periférica de 15 a 30 m/s, que era transmitida ao cabo.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral